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Repasse da gasolina pode chegar a 66% neste ano, alerta BC

Preço da gasolina para o consumidor final ficou ainda mais dependente do preço nas refinarias (Photo by Buda Mendes/Getty Images)
Preço da gasolina para o consumidor final ficou ainda mais dependente do preço nas refinarias (Photo by Buda Mendes/Getty Images)
  • Volatilidade no preço da gasolina dificulta a previsão de uma inflação;

  • Estima-se que 1/3 da inflação do ano passado foi causada pela alta da gasolina;

  • Estudo foi realizado para o Relatório da Inflação do BC.

Um novo relatório do Banco Central (BC) apontou que a taxa de repasse do preço do petróleo para o preço da gasolina na bomba pode chegar a um máximo de 66% neste ano. No ano passado esse número era de 54,4%.

Isto acontece pois um aumento no preço de venda do combustível na Petrobrás não quer dizer, necessariamente, o mesmo aumento no preço para o consumidor final por diversos fatores, como a cobrança de impostos, a mistura com etanol e as margens de custos e lucros dos postos. Ou seja, há espaço aí para que os custos da petroleira sejam absorvidos antes de chegar no cidadão comum.

Os cálculos do BC demonstram justamente que o preço do combustível para o consumidor final está ainda mais dependente do preço do petróleo nos mercados internacionais e, portanto, o preço de revenda da Petrobras.

Em seu Relatório de Inflação, o BC observou: “a maior sensibilidade reflete o fato de que o preço da gasolina na refinaria – o componente mais sensível ao preço do petróleo – é atualmente mais importante na estrutura de custos do que era antes”.

O Banco Central apontou dois cenários. No primeiro, com um preço de etanol constante, o grau de repasse fica em 47,2%. Comparativamente, no ano passado este mesmo cenário resultava em um repasse de 39,8%. No segundo cenário, ao inserir a possível variação do preço do etanol, essa mesma taxa de repasse fica em 66,1%. O etanol é comumente misturado à gasolina brasileira em uma proporção de 27%.

No fim, o Relatório da Inflação apresenta essa maior dependência como um dos fatores pelos quais se dificulta gerar uma previsão acurada da inflação. No ano passado, a inflação medida pelo IPCA bateu os 10,06% anuais, e estima-se que a alta da gasolina tenha contribuído para um terço desse valor.

"A elevada volatilidade do preço do petróleo, especialmente no contexto atual de aumento súbito do risco geopolítico internacional, e o aumento no grau do seu repasse para o preço da gasolina ao consumidor final resultam em incerteza e volatilidade substancial para as projeções de inflação, especialmente no curto prazo", argumenta o relatório.