Mercado abrirá em 2 h 49 min
  • BOVESPA

    109.786,30
    +2.407,38 (+2,24%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.736,48
    +469,28 (+1,11%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,37
    +0,46 (+1,02%)
     
  • OURO

    1.808,40
    +3,80 (+0,21%)
     
  • BTC-USD

    19.063,09
    +209,11 (+1,11%)
     
  • CMC Crypto 200

    377,84
    +8,09 (+2,19%)
     
  • S&P500

    3.635,41
    +57,82 (+1,62%)
     
  • DOW JONES

    30.046,24
    +454,97 (+1,54%)
     
  • FTSE

    6.443,66
    +11,49 (+0,18%)
     
  • HANG SENG

    26.669,75
    +81,55 (+0,31%)
     
  • NIKKEI

    26.296,86
    +131,27 (+0,50%)
     
  • NASDAQ

    12.105,50
    +29,50 (+0,24%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4065
    +0,0096 (+0,15%)
     

Repórteres sem Fronteiras denuncia 'censura indireta' de Bolsonaro à imprensa

·2 minuto de leitura
O presidente Jair Bolsonaro durante o discurso por vídeo para a Assembleia Geral da ONU, em 22 setembro de 2020 em Brasília
O presidente Jair Bolsonaro durante o discurso por vídeo para a Assembleia Geral da ONU, em 22 setembro de 2020 em Brasília

O governo Jair Bolsonaro opera "uma série de mecanismos de censura indireta", que dificultam o livre exercício do jornalismo no Brasil, denunciou nesta terça-feira (20) em seu informe trimestral a ONG francesa Repórteres sem Fronteiras (RSF).

A ONG afirma, ainda, que entre julho e setembro o presidente e seus "aliados mais próximos", entre eles seus três filhos políticos, proferiram mais de cem ataques a jornalistas e meios de comunicação e que "a postura abertamente hostil à imprensa se tornou marca registrada do governo Bolsonaro".

"Fora as agressões, que criam um clima de desconfiança em relação à mídia; estão a desinformação e as restrições no fluxo de dados oficiais, com o objetivo de controlar o debate público; e a própria politização de órgãos oficiais de comunicação", detalha o informe.

"Instrumentos que tornam o ambiente de trabalho dos jornalistas cada vez mais adverso e complexo", acrescenta.

Como exemplos, a RSF menciona os casos crescentes de "jornalistas bloqueados nas redes sociais por agentes do Estado", as "13 medidas para reduzir o acesso à informação no país", adotadas pelo governo desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2019, ou a "opacidade" com a qual o governo e seus aliados administram a crise sanitária provocada pela pandemia do novo coronavírus.

A RSF também denunciou um aumento do assédio judicial como mecanismo de censura, à base de processos abusivos contra jornalistas e meios de comunicação, a maioria movidos por representantes do Estado ou pessoas próximas à Presidência.

Neste trecho, a ONG lembrou uma decisão judicial que proíbe a rede Globo de divulgar documentos do processo contra o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente, por considerar que corre em sigilo.

- "Vontade de encher de porrada"

Bolsonaro venceu as eleições de 2018 com um discurso muito crítico aos meios de comunicação e desde então não deixou de proferir insultos e dirigir comentários desrespeitosos a jornalistas, chegando a abandonar entrevistas e coletivas de imprensa.

O caso mais chocante de ataque no terceiro trimestre, segundo a ONG, ocorreu em 23 de agosto, quando o presidente ameaçou um repórter do jornal O Globo que lhe perguntava sobre a suposta participação da primeira-dama, Michelle, em um esquema de corrupção.

"Vontade de encher sua boca de porrada!", ameaçou o presidente na ocasião. No dia seguinte, chamou os jornalistas de fracos, disse que se pegassem o novo coronavírus teriam menos chances de sobreviver e os acusou de "usar a caneta com maldade".

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, lembrou a ONG, Bolsonaro acusou a imprensa de politizar o vírus para espalhar o pânico entre a população e causar o caos social no país.

O Brasil ocupa o 107º lugar no ranking mundial da Liberdade de Imprensa de 2020, elaborado pela RSF.

jm/mel/yow/mvv