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Rendimento de título de 10 anos do Japão quebra teto do BC em meio a pressão por mudança

Homem de máscara protetora passa pela sede do Banco do Japão em meio ao surto de Covid-19 em Tóquio

Por Kevin Buckland e Junko Fujita

TÓQUIO (Reuters) - O rendimento do título de referência de 10 anos do Japão ultrapassou o novo teto do banco central japonês nesta sexta-feira, no desafio mais direto do mercado a décadas de política monetária ultrafrouxa.

Na sequência, uma onda de compras emergenciais de títulos conteve o movimento.

A especulação crescente de que a política de controle da curva de rendimentos do Banco do Japão poderá ser revisada, ou mesmo abandonada, já na próxima semana, fez com que os investidores buscassem saídas.

Isso elevou o rendimento do título de 10 anos em até 4 pontos-base, a 0,54%, o nível mais alto desde meados de 2015 e acima da faixa recentemente ampliada de -0,5% a +0,5% definida pelo banco central em uma decisão inesperada há apenas três semanas.

O estresse ficou evidente em toda a curva de rendimentos, forçando o Banco do Japão a anunciar duas rodadas separadas de compras de emergência no valor de cerca de 1,8 trilhão de ienes (13,9 bilhões de dólares) combinadas. O banco central já detém de 80% a 90% de algumas linhas de títulos.

A ação ajudou a restaurar a normalidade, e o rendimento de 10 anos diminuiu gradualmente, chegando a 0,5%.

"O ataque ao Banco do Japão, principalmente de investidores estrangeiros, continua", disse Takafumi Yamawaki, chefe de pesquisa de juros para Japão no J.P. Morgan Securities.

Mais tarde, o Banco do Japão disse que realizará compras adicionais de títulos na segunda-feira.

O Banco do Japão é um caso atípico de apego aos estímulos monetários, enquanto a maioria dos bancos centrais em todo o mundo está mergulhada em campanhas de altas de juros. Mas sinais de uma inflação mais rígida e um possível aumento nos salários estagnados do Japão encorajaram alguns investidores.

A maioria dos analistas domésticos, no entanto, acredita que nenhuma grande mudança ocorrerá até que Haruhiko Kuroda, atual presidente do banco central e autor da política de superestímulo do Japão, aposente-se no final de março.

(Reportagem de Kevin Buckland, Junko Fujita e Wayne Cole)