Renda per capita dos brasileiros deve dobrar em 20 anos

SÃO PAULO - A renda per capita dos brasileiros deve continuar crescendo nos próximos anos. De acordo com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, a manutenção do crescimento da economia brasileira entre 4% e 5% ao ano permitirá ao país dobrar a renda per capita da população em 20 anos . Segundo ele, depois de desacelerar no fim do ano passado e no início deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) voltou a registrar este ritmo no segundo semestre. 

De acordo com a Agência Brasil, o secretário relembrou o indicador de prévia do PIB divulgado pelo Banco Central na semana passada para destacar que a economia brasileira já se recuperou. “Os dados do terceiro trimestre indicam que o crescimento ficou em 1,15% [de julho a setembro]. Se o ritmo for anualizado [projetado para um período de 12 meses], isso representa 4,7% ao ano”, ressaltou Barbosa, durante a divulgação do balanço da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). 

De acordo com o economista Marcelo Neri, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), apesar do Brasil ainda ser o 12º país com maior desigualdade social, a nova classe média brasileira tem prosperado. O que os dados mostram é que a renda das pessoas está crescendo a 4,6% em 12 meses, ou seja, três vezes mais do que o PIB, aponta. 

Crescimento
Para o secretário Nelson Barbosa, a economia brasileira manterá a velocidade de crescimento no quarto trimestre. “As próprias avaliações do mercado indicam a manutenção do ritmo de expansão do PIB em uma faixa entre 4% e 5%”, disse ele. “Este nível de crescimento é essencial para consolidar a sociedade de classe média que está se formando e gerar mais oportunidades de investimento e emprego.”

Na avaliação do secretário, a recuperação do crescimento só foi possível, por um lado, por causa do aumento dos investimentos proporcionado pelo PAC, e, por outro, por causa das medidas de redução de impostos e de juros tomadas pelo governo desde o início do ano. “As desonerações e a diminuição do custo financeiro reduzem os custos e estimulam a produção e os investimentos”, destacou.

 

 

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