Renda média do trabalhador é recorde em novembro

O rendimento médio real do trabalhador ocupado no Brasil alcançou em novembro o maior patamar da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), iniciada em março de 2002, informou, nesta sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 1.809,60 no mês passado, ante R$ 1.795,41 em outubro. O cálculo não inclui gratificações nem pagamento do 13º salário. "Tudo o que é esporádico é retirado daqui", ressaltou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Segundo Azeredo, a causa seria o aumento do poder aquisitivo e da formalização dos postos de trabalho. Mas o coordenador do IBGE descarta a escassez de mão de obra como fonte de pressão sobre os salários. "A gente não está vivendo situação de pleno emprego. É difícil afirmar que as pessoas estão com poder de barganha maior para negociar. O único grupamento que justifica isso é claramente o da empregada doméstica. A oferta de mão de obra está escassa, e a demanda, forte, ainda que seja pagamento por diária, tem um aumento forte no rendimento", disse Azeredo.

O rendimento médio do trabalhador subiu 0,8% em novembro ante outubro, enquanto no grupamento dos serviços domésticos a alta foi de 0,5%. Na comparação com novembro de 2011, a alta nacional foi de 5,3%, enquanto a do grupo de serviços domésticos ficou em 5,7%.

Outros dois grupamentos que tiveram aumento forte na renda média dos trabalhadores em novembro foram a Construção e Serviços prestados a empresas. Na construção, o aumento foi de 3,7% em relação a outubro e de 7,2% ante novembro de 2011. Nos serviços prestados a empresas, a alta foi de 3,3% ante outubro e de 10,6% em relação a novembro do ano passado.

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