Mercado abrirá em 51 mins
  • BOVESPA

    108.782,15
    -194,55 (-0,18%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.081,33
    -587,31 (-1,14%)
     
  • PETROLEO CRU

    79,28
    +2,04 (+2,64%)
     
  • OURO

    1.754,30
    +14,00 (+0,80%)
     
  • BTC-USD

    16.502,63
    +286,65 (+1,77%)
     
  • CMC Crypto 200

    389,63
    +9,34 (+2,46%)
     
  • S&P500

    3.963,94
    -62,18 (-1,54%)
     
  • DOW JONES

    33.849,46
    -497,57 (-1,45%)
     
  • FTSE

    7.524,46
    +50,44 (+0,67%)
     
  • HANG SENG

    18.204,68
    +906,74 (+5,24%)
     
  • NIKKEI

    28.027,84
    -134,99 (-0,48%)
     
  • NASDAQ

    11.668,25
    +52,00 (+0,45%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5651
    +0,0159 (+0,29%)
     

Renault se divide em 5 negócios para impulsionar receita

Por Gilles Guillaume e Silvia Aloisi

PARIS (Reuters) - A Renault anunciou uma grande reformulação que a fará separar suas atividades em cinco negócios, aprofundar os laços com a chinesa Geely e desmembrar sua unidade de veículos elétricos por meio de uma listagem no mercado de ações no próximo ano.

Em uma apresentação para investidores na terça-feira, a Renault disse que visava margens operacionais de 8% para 2025 e de mais de 10% em 2030 ante os 5% esperados para este ano.

A montadora também planeja restabelecer os dividendos a partir de 2023 após um hiato de três anos e gerar mais de 2 bilhões de euros de caixa anualmente entre 2023 e 2025, crescendo para mais de 3 bilhões de euros nos cinco anos seguintes.

O principal pilar da estratégia da Renault é separar seu negócio de motores a combustão - que fará parceria com a Geely em uma joint venture, também anunciada na terça-feira - de sua unidade de veículos elétricos, a ser listada na segunda metade do ano que vem.

A Nissan deve participar do empreendimento de veículos elétricos, conhecido como "Ampere", ao lado de outros investidores, mas Renault irá manter uma participação majoritária.

Além da Ampere e da divisão de motores de combustão, a Renault terá mais três negócios - a marca de carros esportivos Alpine, serviços financeiros e novas atividades de mobilidade e reciclagem.

As negociações com a Nissan vêm se arrastando, em meio às reservas japonesas sobre o compartilhamento de tecnologia com outros, incluindo um rival chinês como Geely, disseram fontes à Reuters.

A Renault deu poucos detalhes sobre a situação das discussões com a Nissan sobre o futuro de sua parceria.

O presidente-executivo da Renault, Luca De Meo, disse que o grupo quer dar à aliança um futuro forte e uma "nova chance". Mas ele também disse que - como em um casamento - "é importante que tenhamos nossos próprios hobbies e nossa própria vida".

Ao fazer parceria em cada um de seus novos 5 negócios com os melhores parceiros disponíveis, "a Renault espera ganhar medalhas nesses diferentes esportes em vez de permanecer em um nível médio em todos os 5", disse De Meo, comparando a Renault a um atleta de pentatlo que luta para ganhar medalhas de ouro em todas as cinco especialidades esportivas.

(Reportagem adicional de Maki Shiraki)