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Renato e seus green caps

Estátua de Renato Gaúcho na Arena do Grêmio. Foto: Silvio Avila/AFP via Getty Images

Poucos clubes no mundo têm um craque, um ídolo, um treinador, um mito como Renato. Campeão da América e do mundo em 1983 como atacante, treinador campeão da Libertadores em 2017. Merecidamente estátua na Arena tricolor.

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Mas Renato não é mito quando se omite e vai fazer altinhas nas praias cariocas que com tanta razão e bom gosto adora. Em tempos de pandemia do coronavírus, o bom senso, o exemplo, o respeito, e tudo que não seria preciso escrever deveriam nortear a cabeça de um personagem talentoso em campo e no banco. E também obstinado a querer ser fora das quatro linhas e da linha técnica alguém realmente transgressor. De pular muro de concentração e perder uma Copa por isso em 1986. De agora fazer questão de bater sua bolinha quando tem gente que não pode respirar por exemplos deploráveis como esse.

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Sou muito fã do Renato ponta. Sou muito fã do Renato treinador de ponta. Sou fã até do desbocado que nem sempre ajuda o debate quando diz que estuda na praia - quando de fato estuda, e muito, futebol que tão bem conhece.

Mas a questão aqui não é de “polêmica” , de “bad boy”, de “futebol raiz”, de “politicamente correto”, de “mimimi”, de “lacre” e de qualquer outro recalque e decalque de quem não sabe debater, apenas combater. De quem bloqueia e é obnubilado de natureza.

Renato, como qualquer cidadão, não está acima das regras.

Renato, como um cidadão muito acima da média, precisa entender que precisa sim ser exemplo em questões básicas.

Ser ídolo - merecidamente - tem seus fardos.

Ainda que um deles seja apenas ficar em casa.

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