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Renato se acha maior do que o Grêmio? Parece que sim

Renato está no RJ, desde a paralisação do futebol. Elenco do Grêmio treina desde o início de maio, em POA. Foto: Alan Morici/AGIF

Renato é o maior jogador da história do Grêmio, com direito à estátua na Arena do clube. Tal homenagem foi muito justa pelo desempenho de Renato como jogador, campeão da América e do Mundo, em 1983, e bicampeão gaúcho em 1985 e 1986.

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A idolatria também chegou ao treinador Renato, campeão da Copa do Brasil, Libertadores, Recopa Sul-Americana e bicampeão gaúcho. Elogios justos e merecidos pelos serviços prestados ao Tricolor.

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No entanto, tantas conquistas deixaram Renato auto-suficiente demais e com atitudes bem polêmicas. A última foi a foto tirada na praia de Ipanema, jogando futvôlei, quando deveria estar em casa cuidando da saúde, após procedimento no coração. Renato pisou na autoridade da diretoria, ainda que o próprio Grêmio tenha minimizado o fato, numa nota oficial que foi quase um pedido de desculpas a Renato, lembrando do acordo anterior.

Ora, Renato sabe o que faz e não está nem aí para a opinião pública e dos gremistas. Renato sempre fez o que bem entendesse, lastreado pelos títulos e pela sua brilhante trajetória. Só que isso não o transforma num gremista maior do que o Grêmio, até porquê isso nunca haverá. As declarações de que está “sem função no momento”(elenco treina desde maio em POA) e que “faria tudo de novo”, abrem o precedente de que qualquer jogador poderá fazer o mesmo, afinal quem deveria dar o exemplo, não dá.

Fosse outro presidente, talvez Renato tivesse sido demitido, mas Romildo Bolzan Jr. é um grande parceiro do técnico. Dia 27 de abril, em entrevista exclusiva ao blog, Bolzan disse que não se importava quando diziam que Renato mandava no Grêmio.

“Não, ele pode ser o primeiro, desde que ele dê os resultados para o Grêmio. Estou pouco me lixando para questões de orgulho, vaidade. Se ele for o campeão, estou louco de vontade de bater palmas para todos nós, inclusive, para os jogadores. Vamos combinar, cada um na sua. Nós temos responsabilidades muito além do futebol no Grêmio. O Renato e os jogadores têm que jogar para ser campeões. Ali é o negócio do Grêmio, que tem que fazer time. Se ele ganhar campeonatos, pode ser o presidente, o chefe da torcida, pode ser o que quiser. A gente paga a conta e ele faz a festa com a gente, não tem problema nenhum”, afirmou Bolzan.

Renato também não se importa com tal denominação. Afinal, parece que ele tem certeza de que manda no Grêmio.

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