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Renato, Carol e cia: conheça a nova geração do vôlei de praia que já mira Paris-2024

·6 min de leitura

RIO — Apesar do fiasco protagonizado pelo vôlei de praia em Tóquio-2020, quando a modalidade não subiu ao pódio em nenhum dos naipes mesmo sendo uma das que mais ganham dinheiro público, o país terá duplas fortes na briga por Paris-2024.

Além de novas parcerias, formadas pelos atletas já consagrados, há uma turma nova que começa a se destacar e fazer frente às estrelas.

Renato Andrew, de 1,92m e 22 anos recém completados, é o principal deles. Bicampeão mundial sub-21 (2017 e 2019) e campeão mundial sub-19 (2016), ele será um dos destaques do Brasil no Jogos Pan-Americanos Júnior, na Colômbia.

A abertura oficial foi realizada na quinta e o encerramento está previsto para 5 de dezembro. Hoje começa a disputa do vôlei de praia.

— Minha meta é sempre a competição seguinte mas, sim, me vejo brigando por vaga para a Olimpíada de Paris-2024 — diz Renato, que na Colômbia jogará ao lado do irmão gêmeo Rafael.

Ele, no entanto, forma dupla no adulto com Vitor Felipe. Este time venceu três das quatro etapas da temporada 2021 do Open. Na outra, foi bronze. Também ganhou a prata na etapa do Circuito Mundial, em Itapema, em novembro. Atualmente, a dupla é líder do ranking brasileiro.

Renato e Rafael, que nasceram em Belém, começaram a jogar juntos aos 9 anos e também iniciaram a carreira formando dupla, no Circuito Brasileiro, em 2018. Renato foi eleito "atleta revelação" da temporada 18/19.

Segundo ele, o gosto pelo vôlei de praia vem de família. A mãe praticou a modalidade na adolescência. Os irmãos Rodrigo, de 27, e Renan, de 26, também jogaram vôlei de praia (o pai faleceu em 2019, vítima de câncer).

— Renato é um fenômeno, acima da média e tem se destacado já no adulto. Não é um jogador muito alto, mas um grande defensor. Para mim, o maior nome entre os atletas jovens — elogia Letícia Pessoa, técnica de Carol Solberg e Bárbara Seixas e que trabalhou com Alison e Shelda quando eram juvenis. — Claro que tem chances de ir a Paris, uma vez que faz frente aos times mais fortes. Essa briga será boa.

Letícia, que tem no currículo três medalhas e prata olímpicas como técnica, aponta André/George, Álvaro/Evandro, Guto/Alison e aprovável dupla entre Bruno/Saymon como duplas com "mais horas de vôo".

Para ela, a nova geração de atletas da praia pode ter dificuldade frente aos bloqueadores do Circuito Mundial. Diz que o Brasil e os Estados Unidos não comandam mais a modalidade e que os europeus abraçaram a modalidade também.

— Eles se destacam pelo físico. E nós, pelo talento. O Brasil sempre teve esses talentos, que apareceram do nada. Temos um clima muito bom e cidades como o Rio de Janeiro e João Pessoa gostam da modalidade. Deveríamos ter atletas mais altos para encará-los. Mas isso não elimina o talento e a capacidade de trazer títulos para nós.

Renato, que volta a reeditar a parceria com o irmão, diz que eles se conhecem muito bem esportivamente e que isso facilitará o caminho na Colômbia.

— Temos entrosamento de sobra na quadra. E fora dela, desde sempre. Porque a gente está junto desde pequeno, um defendendo o outro, dividimos muitos momentos juntos. Estudamos até na mesma classe, algo raro para gêmeos. No vôlei de praia, cada um quis seguir um caminho apesar da dupla vitoriosa que tivemos. E como não somos grudados...

O jogador diz que as conquistas têm se atropelando mas que segue focado "em cada momento". Tímido, afirma que quer "ganhar cada vez mais campeonatos" e busca ser um "bom atleta profissional".

— Não tenho nada a ver como resultado de Tóquio e acho que isso não influencia na minha carreira. Dependo exclusivamente do que eu apresento em quadra e estou empolgado com o Pan. E, no próximo ano, nosso objetivo é ir bem tanto no Circuito Brasileiro quanto no Circuito Mundial. Iremos dar uma atenção maior ao Mundial, pois eu e o Vitor (Felipe) ainda temos poucos pontos internacionalmente.

Hegemonia

Ainda em 2021, serão disputados dois importantes torneios de base. De 6 a 11 de dezembro será realizado o Mundial Sub-19 e entre os dias 14 e 19, o Mundial Sub-21. Ambos acontecerão em Phuket, na Tailândia.

Na categoria Sub-21, o Brasil tem os três últimos títulos em ambos os naipes (desde 2016 o torneio que era anual passou a ser disputado de dois em dois anos).

Entre as meninas, Duda/Ana Patrícia venceram as edições de 2016 (Suíça) e 2017 (China). E em 2019, o ouro foi de Vitoria/Victoria (Tailândia).

Já entre os meninos, além de Renato que venceu ao lado de Adrielson (China, em 2017) e do irmão Rafael (China, em 2017), Arthur Lanci/George Souto foram os campeões (Suíça, em 2016).

As duplas representantes do Brasil no evento serão: Thainara/Karol, Mateus Dultra/Gabriel Zuliani, Johann/Lucas Sampaio e Mafê/Carol.

Johann, de 20 anos, tem 2 metros e treina há dois anos com Letícia. É um dos bloqueadores da "nova geração".

— Embora, para minha surpresa, eu tenha crescido alguns centímetros em 2021, tenho convicção que meu diferencial está na dedicação e foco — fala o atleta, que ao lado de Lucas foi campeão brasileiro sub-17, em 2016.

Além desta competição sub-21, Carol Sallaberry, de 16 anos e 1,82m, disputará o Mundial Sub-19. Neste caso estará ao lado de Nina, de 15 anos.

Lá e cá

Com Nina, Carol venceu 38 jogos em 39 disputados, em 17 dias.

Em 2021, Carol disputou cinco etapas nas categorias sub-17, sub-19 e sub-21, faturando quatro ouros e uma prata.

— Não imaginávamos que se seriam 39 jogos, nem sabíamos do físico que tínhamos para jogar tantas partidas sem dia de descanso. Foi uma grande superação — disse Carol, que por causa do ótimo desempenho, foi convocada para a seleção brasileira sub-19.

Foi ao lado de Maria Fernanda, a Mafê, sua parceira no Mundial Sub-21, que conquistou o título Sul-americano da categoria, na primeira experiência internacional.

Carol, que começou no vôlei de quadra, representa o Fluminense. Mas não recebe nada do clube. Os pais são seus patrocinadores.

— Pretendo sim seguir carreira como atleta de vôlei de praia, eu amo muito esse esporte. Acho que o Brasil tem sim uma nova geração talentosa. Fiquei impressionada com a quantidade de meninas boas nos campeonatos brasileiros.

De olho nessa turma, a Confederação Brasileira de Vôlei promete incentivos extras em 2022. O ex-atleta Guilherme Marques, gerente de vôlei de praia da CBV, estuda uma maneira da pontuação da base contar no ranking geral.

Nesta temporada, novatos ganharam wild card para disputar torneios adultos. Quanto mais "quilometragem", mais chances de sucesso.

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