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Remessas para famílias da AL desafiam previsões de queda

Eric Martin e Michael McDonald
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A previsão do Banco Mundial em abril era sombria: as transferências de dinheiro de imigrantes nos Estados Unidos para famílias na América Latina cairiam 19% neste ano devido à pandemia.

Agora, com o aumento das remessas, a instituição diz que o volume de pagamentos deve ser aproximadamente igual ao total do ano passado.

Analistas provavelmente subestimaram a renda dos imigrantes, que foi sustentada pelo auxílio do governo dos EUA e pela recuperação econômica contínua, que foi boa o suficiente para recuperar milhões de empregos. As transferências também devem ter sido impulsionadas pelo desejo de imigrantes de enviar dinheiro para parentes em uma região que enfrenta circunstâncias econômicas e de saúde piores do que nos EUA.

O fluxo inesperado de pagamentos resultou no que o presidente do México chamou neste mês de “milagre social”, ajudando milhões de famílias a pagarem por itens básicos como alimentos e remédios, enquanto o país se abstém de fornecer ajuda a indivíduos para evitar abalar as contas públicas. As remessas para o México aumentaram 14% em outubro na comparação anual e devem atingir recorde US$ 40 bilhões neste ano, equivalente a cerca de um mês do total exportado pelo país.

“Os migrantes nos EUA não estão sofrendo tanto quanto os migrantes em outros países de acolhida”, disse Dilip Ratha, economista-chefe para migração e remessas do Banco Mundial. “Isso tem sido um fator na resiliência das remessas para a América Latina e o Caribe.”

O mercado de trabalho dos EUA continua instável, apesar de ter melhorado em relação ao período crítico com os lockdowns no segundo trimestre, que tiveram impacto significativo em negócios como restaurantes, hotéis e creches, onde novos imigrantes costumam trabalhar. No entanto, a taxa de desemprego para trabalhadores estrangeiros caiu em novembro para 6,7% -- perto dos 6,3% da taxa de nativos e bem abaixo do pico de 16,5% em abril, quando estava quase 2 pontos percentuais acima da taxa nacional.

“Quando vimos o número da taxa de desemprego nos EUA aumentar tanto, não pensávamos naquele momento que a recuperação seria tão rápida”, disse Marta Ruiz-Arranz, assessora econômica do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington. “Assim que a economia dos EUA foi reaberta, vimos uma grande recuperação das remessas.”

Além disso, cerca de metade dos cidadãos americanos nascidos no exterior e residentes permanentes do México, América Central e República Dominicana provavelmente tiveram acesso a cheques de estímulo e benefícios de desemprego, de acordo com pesquisa do Federal Reserve Bank de Nova York.

Em El Salvador, onde as remessas equivalem a 20% do PIB, as transferências aumentaram 12% em novembro em relação ao ano anterior, após queda de 40% em abril. As transferências para a Guatemala subiram 20% após recuperação semelhante.

Um beneficiário da recuperação dos EUA é Guillermo Castillo, que em março perdeu o emprego em um depósito da Victoria’s Secret em Ohio e suspendeu temporariamente as remessas para o pai e a namorada na Guatemala, onde nasceu. Em junho, conseguiu outro emprego em um depósito que pagava um incentivo da Covid-19 de US$ 8 por hora além de seu salário de US$ 17 por hora, disse, e em julho havia retomado os mesmos pagamentos de antes.

“Foi um alívio, porque meus pais dependem de minhas remessas”, disse Castillo, acrescentando que o novo trabalho permitiu que ele continuasse como voluntário em bancos de alimentos. “Todos estamos tentando viver a vida o mais normal possível, usando máscaras e nos protegendo enquanto trabalhamos.”

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©2020 Bloomberg L.P.