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Remédios serão testados na ISS para permitir viagens espaciais de longa duração

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Há vários desafios envolvidos nos planos para as futuras missões tripuladas em Marte, e um deles é a produção de medicamentos. Assim, para que um dia seja possível produzir os remédios necessários para missões de longo prazo, pesquisadores da Universidade de Adelaide, da Austrália, vão enviar 60 comprimidos à Estação Espacial Internacional (ISS) para verificar como eles se saem no espaço. A missão será lançada no próximo domingo (21).

Os comprimidos do experimento foram formulados com ibuprofeno e vitamina C como ingredientes ativos. Além disso, também possuem sílica, talco e fosfato de cálcio, compostos que podem ser encontrados na superfície da Lua, já visando a produção farmacêutica a bordo. O envio será feito com o apoio das empresas Alpha Space e Space Tango, e o experimento vai ficar na plataforma Materials International Space Station Experiment (MISSE), da Alpha Space, para uma estadia de seis meses fora da ISS.

A plataforma MISSE, da Alpha Space (Imagem: Reprodução/University of Adelaide)
A plataforma MISSE, da Alpha Space (Imagem: Reprodução/University of Adelaide)

Quando retornarem, os pesquisadores vão analisar como a exposição à microgravidade e à radiação afetou a estabilidade das formulações. Andy Thomas, professor da universidade, comenta que este projeto é o primeiro passo em direção à produção farmacêutica autônoma a bordo, já que os medicamentos podem ter que resistir a viagens longas, como aquelas da Terra para Marte: “então, precisamos saber como eles são afetados por um dos ambientes mais duros que conhecemos: o espaço”, diz ele.

Assim, os dados dos medicamentos já pensando nestas missões vão permitir que os pesquisadores direcionem a produção de remédios na órbita no futuro, algo essencial para os primeiros humanos serem levados a Marte. Hoje, os astronautas que vivem na ISS a 400 km de altitude recebem missões de abastecimento, que levam medicamentos, alimentos e outros recursos necessários para a estadia no laboratório orbital.

O problema é que isso fica bem mais difícil de ser feito quando pensamos em missões tripuladas em Marte, que levariam alguns anos para chegar até o planeta. Por isso, o acesso às missões de abastecimento seria raro, e mesmo que os remédios fossem levados na viagem, eles provavelmente iriam passar do prazo de validade e ficariam inúteis. Assim, produzir medicamentos no espaço e sob demanda é a melhor solução para estes desafios, além de beneficiar também empresas farmacêuticas na Terra.

Fonte: Canaltech

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