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Remédio da Roche não ajuda todos pacientes de Covid em estudo

Naomi Kresge
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O medicamento para artrite Actemra da Roche não ajuda todos os pacientes com Covid-19 e, na verdade, pode prejudicar alguns, disseram pesquisadores brasileiros no estudo mais recente sobre o medicamento.

Incluir o Actemra ao tratamento padrão não só não melhorou os resultados em um ensaio no Brasil em meados do ano passado, como pode ter levado a mais mortes, de acordo com resultados publicados na quarta-feira no British Medical Journal. O estudo foi suspenso antes do previsto depois que um comitê de monitoramento levantou questões sobre as mortes.

O ensaio, com 129 participantes, é muito pequeno para ser definitivo, mas destaca questões não respondidas em torno do uso do medicamento para artrite da Roche contra a Covid-19 depois que alguns ensaios produziram resultados diferentes. Dados positivos de outro recente estudo levaram o Reino Unido no início deste mês a dizer que começaria a usar o Actemra de forma ampla.

“Não temos grandes evidências de ensaios para saber, em primeiro lugar, de forma convincente se o tratamento funciona ou não”, disse Martin Landray, professor de medicina e epidemiologia da Universidade de Oxford, que não participou do ensaio do Brasil.

Estudo mais amplo

Landray ajuda a coordenar um estudo muito maior, chamado Recovery, que também pesquisa o Actemra. Os dados podem sair dentro de semanas, disse. A totalidade das evidências até agora parece promissora para um benefício em pelo menos um subconjunto de pacientes, afirmou.

“Em certo sentido, embora estejamos apenas esperando a chegada de mais um ensaio, estamos apenas a um terço do caminho deste caso em particular”, disse Landray. “Vale a pena esperar algumas semanas antes de tomar decisões definitivas sobre exatamente qual é o papel deste medicamento.”

Os médicos do estudo no Brasil administraram o Actemra em conjunto com o tratamento padrão a 65 pacientes em nove hospitais em maio, junho e julho, comparando os resultados com os de 64 pessoas que receberam apenas o tratamento padrão. A equipe se concentrou em pacientes muito doentes que apresentavam fortes sinais de inflamação, na esperança de que o remédio para artrite aliviasse a resposta inflamatória, disse João Prats, pesquisador e consultor para doenças infecciosas da Beneficência Portuguesa e um dos coautores do estudo.

Segundo Prats, ainda não foi identificado o grupo que provavelmente se beneficiará com o medicamento. Ele disse que pode ser necessário combinar o fármaco com outro elemento ou focar em grupos de pacientes mais estreitamente definidos.

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