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Remédio contra Covid anima mercado e Bolsa sobe 1,73%

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O anúncio de resultados promissores de um remédio contra a Covid-19 trouxe otimismo ao mercado americano e, acompanhando esse movimento, a Bolsa de Valores brasileira fechou esta sexta-feira (1º) em alta de 1,73%, a 112.899 pontos. O dólar caiu 1,48%, a R$ 5,3680.

O resultado do primeiro pregão de outubro amenizou as quedas registradas nos últimos dias no mercado de ações do país, mas não impediu que o Ibovespa, principal índice da Bolsa, fechasse a semana com uma queda acumulada de 0,34%.

Entre as notícias que mais animaram investidores, a indústria farmacêutica Merck divulgou nesta sexta que um estudo recente mostrou que seu medicamento oral experimental para Covid-19 reduziu o risco de morte e hospitalização em cerca de 50%. Com a notícia, as ações da empresa tiveram alta de 8,4%.

Além disso, nos Estados Unidos, o movimento de alta ganhou força depois que a Casa Branca anunciou que o presidente Joe Biden está se envolvendo mais nas negociações sobre um projeto de lei de gastos com infraestrutura em debate no Congresso.

Dados econômicos divulgados nesta sexta ainda mostraram aumento nos gastos do consumidor e aceleração da atividade industrial, embora também tenham apontado para o crescimento elevado da inflação.

No conjunto, os dados colaboraram para os ganhos em Wall Street. Os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram 1,43%, 1,15% e 0,82%, respectivamente.

"Houve uma recuperação de base ampla hoje. Os mercados não estavam fixados hoje em novos impostos ou na redução de estímulos", disse David Carter, diretor de investimentos da Lenox Wealth Advisors em Nova York.

A retirada de estímulos econômicos por meio da compra de ativos e a alta dos juros mencionadas por Carter são medidas prestes a serem iniciadas pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) para conter a inflação. A expectativa sobre essas medidas tem causado baixas nas Bolsas ao redor do mundo, com considerável impacto no Brasil.

"Em uma mudança em relação às últimas semanas, não houve grandes notícias de Washington, então os mercados foram forçados a se concentrar em dados econômicos positivos e em um novo medicamento de Covid", disse Carter.

Por outro lado, as bolsas europeias fecharam no vermelho porque dados sobre a aceleração da inflação da zona do euro ampliaram os receios por uma política monetária mais restritiva, segundo análise da Ativa Research.

No Brasil, investidores acompanham as discussões em Brasília sobre a prorrogação do auxílio emergencial até abril de 2022 devido à dificuldade de expansão do Bolsa Família.

A busca do governo por recursos para a criação de um novo programa tem preocupado o mercado quanto a eventuais aventuras populistas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na tentativa de ganhar impulso para a corrida eleitoral de 2022.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta sexta que a curva de juros está mais inclinada do que o normal por conta de incertezas fiscais, o que foi lido como sinal de que, levando em conta somente o cenário econômico, há um prêmio na curva e espaço para uma correção, afirmou Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

Com isso, ações de empresas de alto crescimento e das ligadas a consumo e construção, que sofrem mais num ambiente de juros em elevação, se recuperaram.

As maiores altas desta sexta na Bolsa brasileira foram do Banco Inter (9,31%), Banco Pan (8,46%), Cogna (8,12%) e CVC (7,53%).

O petróleo Brent, referência para o mercado, subiu 0,87%, a US$ 79,20 (R$ 426,97).

A commodity chegou a atingir uma máxima de três anos no início desta semana, indo à casa dos US$ 80, mas perdeu fôlego diante de expectativas de que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) mantenha um ritmo constante de aumento da oferta.

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