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Remédio contra Alzheimer deixará de ser vendido nos EUA

Nos Estados Unidos, a empresa de biotecnologia Biogen anunciou, na terça-feira (3), que deixará de comercializar o medicamento Aduhelm, desenvolvido para combater a evolução de quadros de Alzheimer. Além disso, a companhia deve nomear um novo CEO para ocupar a cadeira de Michel Vounatsos.

Em junho do ano passado, agência Food and Drug Administration (FDA) aprovou, com algumas ressalvas, o uso do remédio Aduhelm para o tratamento contra o Alzheimer. Esta medicação era uma grande aposta da empresa, já que o número de casos de demência crescem anualmente em todo o país. No entanto, a fórmula demonstrou ser um fracasso comercial, segundo o jornal The New York Times.

Remédio contra o Alzheimer deve deixar de ser comercializado nos EUA (Imagem: Nadianb/Envato)
Remédio contra o Alzheimer deve deixar de ser comercializado nos EUA (Imagem: Nadianb/Envato)

Como funciona a medicação contra o Alzheimer?

O Aduhelm mira em uma possível causa da condição neurodegenerativa. Isso porque a medicação busca interromper a formação das placas amiloides na região cerebral. Para ser mais preciso, o remédio da Biogen remove os depósitos aderentes destas proteínas no cérebro de pacientes nos estágios iniciais do Alzheimer e, com isso, espera conter seus estragos.

No entanto, a eficácia do medicamento não chegou a ser um consenso e, apesar da aprovação, a FDA solicitou que a empresa produzisse mais evidências científicas e estudos que comprovassem que a remoção de tal placa traria benefícios cognitivos para o paciente, impedindo a evolução do Alzheimer.

Na União Europeia, o medicamento estava em análise pelas autoridades de saúde. No entanto, a Biogen adiantou, no mês passado, que retiraria o seu pedido de comercialização do medicamento da fórmula na região.

Questões financeiras do Aduhelm

Com a aprovação da FDA, a expectativa era que o Aduhelm gerasse bilhões de dólares anualmente para a Biogen, mas a falta de consenso em torno dos efeitos da medicação impediu que os planos se concretizassem.

Segundo a empresa, o medicamento gerou cerca US$ 2,8 milhões (aproximadamente 13,7 milhões de reais) em receita nos primeiros três meses deste ano, após gerar apenas US$ 3 milhões (14,7 milhões de reais) em 2021. Inicialmente, o preço anual do tratamento foi anunciado por US$ 56 mil (275 mil reais), mas este valor foi também reduzido.

Fonte: Canaltech

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