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'Remédio amargo', aumento da Selic para 2,75% foi 'ousado', dizem empresários

BRUNA NARCIZO
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, a 2,75% ao ano, surpreendeu empresários brasileiros. "O mercado esperava 0,25 ou 0,50 [p.p. de aumento]. Foi um gesto ousado, mas necessário", disse Flávio Rocha, da Riachuelo. Segundo ele, a alta de juros não é boa para quem empreende. "Sobretudo nesse momento, com as cadeias produtivas abaladas e o monstro da inflação rondando. É um remédio amargo, mas que precisamos tomar." Horácio Lafer Piva, da Klabin, chamou a decisão de inevitável. "[O BC] Mirou a inflação, que é de fato o custo mais injusto para os mais pobres. Esfria a economia e é uma pena, já que pode vir a afetar decisões de investimento e, consequentemente, emprego", afirmou o empresário. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), no entanto, chamou a medida do BC de precipitada. "Apesar dos choques de oferta que a economia vem sofrendo, ainda paira muita incerteza sobre o horizonte econômico de médio prazo. Por isso, entendemos que a elevação da Selic não é a melhor solução neste momento", afirmou a entidade em comunicado enviado à imprensa. A federação também diz que a elevação da Selic "dificulta o cenário para a atividade econômica em 2021, que já enfrenta inúmeros desafios em razão da persistência da pandemia." Para Fabio Barbosa, sócio-advisor da Gávea Investimentos, a elevação da Selic foi corajosa e correta. "Era necessário o BC dar uma mensagem clara quanto ao seu compromisso de controlar a inflação que apresenta sinais preocupantes", disse ele. Ricardo Lacerda, presidente do BR Partners Banco de Investimentos, afirmou que mesmo com a economia mais fraca, a demora na aprovação das reformas e a deterioração fiscal inviabilizam a manutenção de uma taxa real de juros negativa no Brasil. "A mudança de comportamento do BC, com um viés mais duro, é acertada. A política monetária precisava de um choque de credibilidade para conter a desvalorização excessiva da moeda, com evidentes consequências inflacionárias". Esta é a primeira elevação da Selic desde julho de 2015, quando a autoridade monetária decidiu subir os juros em 0,5 ponto, a 14,25% ao ano.