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Relatório apoia a importância do programa Artemis para humanos explorarem Marte

Danielle Cassita
·3 minutos de leitura

O grupo Explore Mars emitiu um relatório apoiando a ideia de que o programa Artemis, criado pela NASA para desenvolver a presença humana permanente e sustentável na Lua, deve ser uma ferramenta importante para futuras missões em Marte — mas, nesse caso, pode ser necessário fazer algumas alterações em algumas etapas do programa. O relatório foi liberado pelo grupo durante a edição virtual do Humans to Mars Summit.

O grupo baseou suas considerações em um workshop realizado em novembro de 2019, que contou com representantes da NASA e outras instituições para discutirem formas viáveis de explorar o Planeta Vermelho. No fim, os participantes levantaram 85 atividades e funções relacionadas à exploração humana em Marte — e o relatório ressalta que uma parte significativa delas poderia ser beneficiada tanto pelo programa Artemis quanto por pesquisas na Estação Espacial Internacional (ISS).

O programa Artemis é ambicioso, e pretende levar o próximo homem e a primeira mulher à Lua em 2024, um futuro bastante próximo. Para isso, eles ficarão em uma base e irão contar com rover para se deslocarem. Posteriormente, os planos envolvem realizar um processo semelhante para levar humanos para Marte, e equipes serão treinadas para isso na estação Gateway, que ficará na órbita da Lua. Entretanto, foi apontado durante o workshop que o programa Artemis precisaria passar por algumas mudanças para que isso aconteça, de fato.

(Imagem: NASA/JPL-Caltech)
(Imagem: NASA/JPL-Caltech)

Para Lisa May, tecnologista chefe de espaço civil e comercial na Lockheed Martin, “ter humanos na superfície lunar trabalhando, explorando, fazendo ciência e construindo uma presença sustentável não é adequado”. Então, uma primeira mudança já envolveria a estação Gateway. Atualmente, a NASA pensa em usá-la para estadias curtas, mas May sugere que a estação deveria ser utilizada como ocorreria nas missões em Marte, de modo que a tripulação passaria mais tempo lá do que na superfície, em si.

Já outro grupo do workshop trouxe considerações sobre o uso de recursos no local — e, neste caso, como seria o acesso a possíveis depósitos de água congelada que existem tanto em Marte quanto na Lua. Para esclarecer melhor esta questão, seria preciso realizar missões preliminares em ambos os mundos para verificar se estas reservas de água seriam realmente acessíveis.

Clive Neal, professor na Universidade de Notre Dame, concordou e destacou a importância de identificar água em Marte e na Lua que possa ser usada em missões tripuladas. “Entender o quanto nós vamos poder realmente extrair e usar vai definir a arquitetura do que vamos criar para ir para Marte e para a Lua”, comentou.

Fonte: Canaltech

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