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Relação de Argentina e Venezuela com Bitcoin pode apontar caminho para o Brasil?

·3 min de leitura
Bitcoin oferece proteção contra a inflação, mas ainda tem alta volatilidade. (Foto: Getty Images)
Bitcoin oferece proteção contra a inflação, mas ainda tem alta volatilidade. (Foto: Getty Images)
  • Países têm liderado na adoção de criptos.

  • Inflação tem incentivado a população a comprar Bitcoin, apesar de cripto ainda ser altamente volátil.

  • No Brasil, desempenho fraco do real inspira atenção.

Nesta semana, uma reportagem da agência de notícias Bloomberg lançou luz sobre o fenômeno da explosão de atividades de mineração de Bitcoins na Argentina, por conta dos subsídios elétricos do governo e da alta inflação.

Leia também:

Repercutindo a história, o Yahoo Finanças escreveu:

“Os argentinos têm encontrado nas criptomoedas uma alternativa econômica para se proteger da inflação anual galopante de 50% que atinge o país, em meio a uma crise econômica que já dura pelo menos três anos e que piorou ainda mais por conta da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus.”

No mercado paralelo argentino, cada unidade da cripto pode chegar a 5.9 milhões de pesos, pouco menos do dobro da cotação oficial, de 3.4 milhões de pesos.

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Argentinos não estão sós

Na América Latina, há um outro caso marcante, e parecido com o da Argentina: o da Venezuela, que segundo um relatório de 2020 da Chainalysis é o terceiro país do mundo com a maior adoção de criptomoedas, tudo por conta da profunda crise econômica, e de uma inflação que chegou a 1,000,000% segundo dados do Fundo Monetário Internacional.

O Bitcoin é conhecido como um ativo capaz de funcionar como abrigo anti-inflacionário, com sua natureza deflacionária, e valorização constante nos últimos anos, mesmo com a recente correção que fez derreter quase metade do seu valor de mercado em comparação à alta histórica de meados de abril.

E o Brasil?

Apesar de ter uma situação bem mais estável que a dessas outras duas economias, a moeda brasileira deu sinais de dificuldade nos últimos anos. Uma reportagem do ano passado da rede de notícias BBC, repercutindo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que o real foi líder em desvalorização frente ao dólar no ano passado, perdendo 28% do seu valor desde 31 de dezembro de 2019.

O fenômeno se dá, entre outros fatores, pela saída de investimento estrangeiro do país, o que diminui a circulação de dólar na economia local, pressionando seu preço.

Mas há uma diferença crucial aqui: o alto custo da energia elétrica, principalmente no contexto da maior crise hídrica do século, segundo autoridades meteorológicas brasileiras. A mineração de Bitcoin é uma atividade que demanda muita eletricidade, então sem fortes subsídios governamentais, como ocorre atualmente na Argentina, ela deixa de ser tão atraente, principalmente no contexto de uma cotação mais baixa do Bitcoin.

Nesse sentido, vale olhar para o caso do Irã: o país árabe, que corresponde por cerca de 4,5% da mineração do mundo, com participação de chineses, justamente por conta de um ambiente propício às criptos (que auxiliam no enfrentamento das sanções econômicas dos Estados Unidos) anunciou que baniria toda a atividade de mineração até pelo menos 22 de setembro. O motivo? Segundo o governo, climático: uma poderosa seca que, junto com altas temperaturas tem causado apagões em algumas regiões do país.

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