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Relação entre Rodrigo Pacheco e Jair Bolsonaro azeda sob o signo da desconfiança

·1 minuto de leitura

BRASÍLIA — Alçado ao posto de presidente do Senado com a ajuda de Jair Bolsonaro, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) passou a ser visto com desconfiança no governo, que já avalia seu comportamento como perigoso para o avanço da agenda do Planalto na Casa. A aliados, o presidente demonstra inquietação por acreditar que o senador atua com a intenção de se posicionar como terceira via contra Bolsonaro e Lula em 2022. Para Bolsonaro, o interesse na cadeira presidencial faz com que Pacheco não priorize pautas do governo e ignore demandas de ministros.

As reclamações à postura do senador se estendem aos ministros Fábio Faria (Comunicações) e Paulo Guedes (Economia), que já relataram dificuldade em dialogar com Pacheco. Assim como Bolsonaro, Guedes tem o hábito de enviar torpedos do celular para ministros, senadores e deputados para discutir temas econômicos.

Segundo interlocutores, ao contrário do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que liga quando recebe um torpedo, Pacheco dificulta o diálogo. No caso do ministro das Comunicações, o GLOBO flagrou quando Faria pediu ao chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, que interviesse junto ao presidente do Senado para a escolha da relatoria da medida provisória (MP) da Privatizações dos Correios. “Ele (Pacheco) não está me atendendo”, escreveu em 26 de agosto. O senador Márcio Bittar foi escolhido novo relator na última semana.

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