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Reino Unido registra maior número de mortes por Covid-19 desde março e premiê pede cautela

·2 minuto de leitura
Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson durante entrevista coletiva em Londres

Por Alistair Smout e Sarah Young

LONDRES (Reuters) - O Reino Unido registrou seu maior número de mortes e hospitalizações por coronavírus desde março nesta terça-feira, com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pedindo às pessoas que permaneçam cautelosas mesmo com a semana registrando um número menor de infecções pelo vírus.

O Reino Unido registrou 131 novas mortes por Covid-19, o maior número total diário desde 17 de março, embora tenham ocorrido após o país relatar apenas 14 mortes na segunda-feira, o que sugere um impacto do fim de semana no registro das mortes.

O número de pacientes com Covid-19 nos hospitais britânicos também aumentou de forma considerável para 5.918, também o maior número desde março, seguido de um pico no número de casos no início deste mês.

O número de novas infecções tem caído a cada dia nos últimos sete dias, embora Johnson enfatize que a pandemia ainda não acabou.

"É muito, muito importante que não tomemos conclusões precipitadas sobre isso (números baixos de casos)", disse Johnson a emissoras, observando que demorará algum tempo para que o impacto da retirada das restrições na Inglaterra entre nos dados.

"As pessoas têm que permanecer muito cautelosos e essa continua sendo a abordagem do governo."

Johnson retirou as restrições contra a Covid-19 na Inglaterra e está apostando que pode fazer uma das maiores economias da Europa disparar novamente, agora que muitas pessoas estão vacinadas, uma decisão que marca um novo capítulo na resposta ao novo coronavírus.

O epidemiologista do Imperial College, Neil Ferguson, afirmou que o fim da pandemia no Reino Unido pode estar a meses de distância porque as vacinas reduziram drasticamente o risco de hospitalização e morte.

"Não estamos totalmente fora de perigo, mas a equação mudou radicalmente", disse Ferguson à BBC. "Estou confiante de mais tarde em setembro, outubro, teremos deixado para trás a maior parte da pandemia."

(Por Sarah Young e Alistair Smout, reportagem adicional de Paul Sandle)

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