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Reino Unido perde 7,5 mil empregos e US$ 1,6 trilhão por Brexit

Viren Vaghela
·2 minutos de leitura

(Bloomberg) -- Empresas de serviços financeiros que operam no Reino Unido transferiram cerca de 7.500 funcionários e mais de 1,2 trilhão de libras (US$ 1,6 trilhão) em ativos para a União Europeia antes do Brexit, e o ritmo deve aumentar nas próximas semanas, segundo a EY.

Cerca de 400 realocações foram anunciadas apenas no mês passado, disse a consultoria em relatório na quinta-feira que rastreia 222 das maiores empresas financeiras com operações significativas no Reino Unido. Desde que o Reino Unido votou pela saída do bloco em 2016, o setor financeiro adicionou 2.850 posições na UE. Dublin, Luxemburgo e Frankfurt registraram os maiores ganhos.

A partir do próximo ano, empresas na capital financeira da Europa perderão seu passaporte para oferecer serviços em toda a UE. Terão que contar que o bloco garantirá ao Reino Unido a chamada equivalência para que façam negócios com clientes da região, que respondem por até 25% de toda a receita em Londres. Como a UE está longe de garantir esse acesso, as empresas buscam reforçar sua presença continental.

“À medida que nos aproximamos rapidamente do final do período de transição, vemos algumas empresas agirem nas fases finais de seu planejamento para o Brexit, incluindo realocações”, disse Omar Ali, sócio-gerente de serviços financeiros do Reino Unido na EY. “Isso apesar da pandemia e consequentes restrições à mobilidade de pessoas.” Muitas empresas ainda “esperam para ver” e uma série de novas medidas pode ocorrer em breve, de acordo com Ali.

O JPMorgan Chase transferiu tanto ativos quanto funcionários nas últimas semanas, enquanto o Goldman Sachs tem planos para que outras 100 pessoas se mudem para a Europa.

Essas mudanças permanecem bem aquém de algumas estimativas desde a votação do Brexit. O think-tank Bruegel disse em 2018 que Londres poderia perder 10.000 empregos no setor bancário e 20.000 postos na indústria de serviços financeiros.

O relatório da EY também destacou que 24 empresas de serviços financeiros disseram que vão transferir ativos para fora do Reino Unido em meio à incerteza sobre a natureza do acesso contínuo da City of London ao bloco.

Por enquanto, Londres ainda responde pela maior parte dos ativos de bancos americanos na Europa. As cinco grandes firmas de Wall Street operavam suas unidades no Reino Unido com US$ 136 bilhões de capital mínimo no fim de 2019, enquanto a cifra da UE era de US$ 45 bilhões. No entanto, são esperadas mais transferências nos próximos meses.

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