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Reino Unido eleva impostos e aperta controle sobre gastos em novo orçamento

Ministro das Finanças do Reino Unido, Jeremy Hunt

Por David Milliken e William Schomberg e Andy Bruce

LONDRES (Reuters) - O ministro das Finanças do Reino Unido, Jeremy Hunt, anunciou uma série de aumentos de impostos e gastos públicos mais rígidos em um novo plano orçamentário nesta quinta-feira, que ele disse ser necessário após o impacto à reputação da economia britânica sob o governo da ex-primeira-ministra Liz Truss.

Hunt disse ao Parlamento que a economia já está em recessão e que a previsão é de que ela encolherá no ano que vem, mas que não há como evitar uma dolorosa solução fiscal para garantir que o Reino Unido possa aproveitar a recente restauração da calma no mercado financeiro.

"A credibilidade não pode ser dada como certa e os números da inflação de ontem mostram que devemos continuar com uma luta incansável para derrubá-la, incluindo um importante compromisso de reconstruir as finanças públicas", disse ele.

Hunt anunciou mudanças nas regras tributárias que significarão que mais pessoas pagarão imposto de renda básico, um piso mais baixo para pagar a alíquota máxima do imposto de renda e um corte nas deduções isentas para ganhos com dividendos.

Ele congelou até 2028 um limite em que os empregadores devem começar a pagar contribuições para a previdência social, o que significa que as empresas terão que pagar mais.

O imposto sobre os lucros das empresas de energia aumentará de 25% para 35% de 1º de janeiro até 2028, e um novo imposto temporário de 45% será adotado para geradores de eletricidade com o fim de arrecadar um total de 14 bilhões de libras no ano que vem, disse Hunt.

O aperto de cinto ocorre em um cenário de perspectivas pessimistas para a economia.

O Produto Interno Bruto deve contrair 1,4% no próximo ano, em comparação com uma projeção de crescimento de 1,8% nas perspectivas anteriores publicadas em março pelo Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR).

Desde então, a economia do Reino Unido está sob pressão devido a uma taxa de inflação agora acima de 11%, economia global em desaceleração e volatilidade política e financeira durante o breve mandato de Truss como primeira-ministra.

O OBR prevê que o Produto Interno Bruto crescerá 1,3% em 2024 e 2,6% em 2025, disse Hunt, em comparação com suas previsões anteriores de expansão de 2,1% e 1,8%, respectivamente.

Ele disse ainda que o OBR calcula inflação de 9,1% em 2022, contra projeção em março de 7,4%, e de 7,4% no próximo ano, de 4,0% antes.

Hunt e Sunak disseram anteriormente que restaurarão a confiança dos investidores no Reino Unido após o experimento fracassado de Truss com cortes de impostos não financiados, o que levou a libra a uma mínima histórica em relação ao dólar, ameaçou o caos no mercado imobiliário e forçou o Banco da Inglaterra a intervir para sustentar os mercados de títulos.

Truss deixou o cargo depois de apenas 50 dias em Downing Street.