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Reino Unido adota medida ousada para conter choque de energia; UE se reúne na 6ª

Linhas elétricas na Escócia, Reino Unido

Por Elizabeth Piper e Gabriela Baczynska

LONDRES/BRUXELAS (Reuters) - O Reino Unido limitará as contas de energia do consumidor por dois anos e canalizará bilhões para sustentar as empresas do setor, disse sua nova líder, Liz Truss, nesta quinta-feira, em uma tentativa de enfrentar uma crise de energia que tem a Europa e a Rússia em lados opostos em uma guerra econômica cada vez mais profunda.

Os governos europeus estão gastando centenas de bilhões de euros para ajudar consumidores e empresas a lidar com as contas de energia em alta, já que o preço do gás, já elevado após a pandemia de Covid-19, ficou estratosférico após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

"Este é o momento de ser ousado, estamos enfrentando uma crise energética global e não há opções gratuitas", disse Truss ao Parlamento, embarcando em uma grande reviravolta depois de descartar "doações" durante sua campanha para se tornar primeira-ministra.

O pacote de Truss, financiado por empréstimos do governo, pode custar ao Reino Unido cerca de 150 bilhões de libras, um custo que está abalando os mercados financeiros. A libra está oscilando em torno de mínimas desde 1985.

A invasão da Ucrânia por Moscou expôs a dependência da Europa do gás russo. Os suprimentos da Rússia caíram no ano passado, e Bruxelas acusou Moscou de usar a energia como arma para minar o apoio da Europa à Ucrânia. A Rússia nega isso e culpa as sanções ocidentais pelos problemas de fornecimento de gás.

Os ministros de energia da União Europeia (UE) se reunirão na sexta-feira para discutir a resposta do bloco de 27 países à crise, após uma resposta inicial mista a um teto de preço do gás russo planejado que irritou Moscou.