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Reguladores dos EUA vão inspecionar auditorias do Alibaba e mais empresas chinesas, dizem fontes

Por Julie Zhu

HONG KONG (Reuters) - Os reguladores norte-americanos selecionaram a gigante de comércio eletrônico Alibaba e outras empresas chinesas listadas nos Estados Unidos para inspeções de auditoria a partir do próximo mês, disseram três fontes familiarizadas com o assunto.

A medida ocorre após acordo entre Pequim e Washington permitir que os reguladores dos EUA inspecionem empresas de contabilidade na China continental e em Hong Kong, potencialmente encerrando uma longa disputa que ameaçava expulsar mais de 200 empresas chinesas das bolsas de valores norte-americanas.

O Alibaba foi notificado de que está no primeiro lote de empresas chinesas cujas auditorias serão inspecionadas pelo órgão fiscalizador dos EUA Conselho de Supervisão Contábil de Empresas Abertas (PCAOB, na sigla em inglês), em Hong Kong, disseram as fontes à Reuters.

A PwC, auditora do Alibaba, também foi informada da inspeção, disseram as fontes.

O Alibaba não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, enquanto um porta-voz da PwC disse que é política da empresa não comentar sobre assuntos de clientes.

Um porta-voz do PCAOB disse que o conselho não comenta as inspeções. A Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China não pôde ser contatada imediatamente para comentários fora do horário comercial.

O PCAOB havia disse na sexta-feira que notificou as empresas selecionadas, sem nomeá-las, e que os funcionários do órgão regulador devem desembarcar em Hong Kong, onde as inspeções ocorrerão, até meados de setembro.

As ações do Alibaba listadas nos EUA caíam mais de 3%, por volta de 14h40 (horário de Brasília), após a reportagem da Reuters, tendo subido cerca de 1% nas negociações pré-mercado.

A Reuters não conseguiu identificar imediatamente quantas e quais outras empresas chinesas estavam no primeiro lote de inspeções dos EUA.

O Alibaba, que abriu seu capital em Nova York em 2014, é a empresa chinesa mais valiosa listada nos EUA, com um valor de mercado de 256 bilhões de dólares, com base no fechamento de segunda-feira.

As regras atuais dos EUA estipulam que as empresas chinesas que não estiverem em conformidade com as regras de auditoria serão suspensas de negociar ações nos país a partir do início de 2024.

(Reportagem adicional de Katanga Johnson)