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Regulador americano diz que 106 aviões 737 MAX da Boeing têm problema elétrico

·2 minuto de leitura
Várias companhias aéreas deixaram seus Boeing 777 imobilizados após um incidente em um voo da United Airlines no Colorado

A Agência de Aviação dos Estados Unidos (FAA) declarou nesta quinta-feira (22) que advertiu outros reguladores aéreos que ainda está trabalhando com a Boeing para resolver um problema elétrico que afeta um total de "106 aviões" 737 MAX, incluindo 71 nos Estados Unidos.

A fabricante de aeronaves havia solicitado no início de abril que 16 companhias aéreas operando tais aeronaves deixassem de voar determinados aparelhos, sem dar detalhes sobre o número, para verificar um problema no sistema de alimentação elétrica.

A FAA explicou nesta quinta em um aviso enviado a outras agências de aviação que ainda trabalha com a Boeing "para identificar completamente a extensão de um problema de alimentação de energia e de aterramento que está afetando alguns 737 MAX e para encontrar uma solução".

Inicialmente, a fabricante aeronáutica indicou que o problema poderia afetar "o funcionamento de uma unidade de controle de alimentação de emergência", disse a FAA em uma mensagem enviada à AFP.

"Uma análise e os testes subsequentes mostraram que o problema poderia envolver sistemas adicionais", acrescentou a agência: um painel de disjuntores e o painel de bordo principal.

No entanto, nenhum incidente relacionado a este defeito potencial foi relatado.

O diretor-geral da fabricante de aeronaves, Dave Calhoun, afirmou na terça-feira que não poderia fornecer uma data específica para a volta ao serviço desses aparelhos, mas que uma vez que a FAA tenha validado a solução proposta, esta poderá ser implementada "em alguns dias".

Uma autoridade da American Airlines, que teve que deixar de operar 18 aviões 737 MAX, ressaltou nesta quinta-feira que aguarda as instruções a serem implementadas.

"Esperamos que seja uma história de algumas semanas e nada mais", disse Robert Isom.

O diretor-geral da Southwest, Gary Kelly, estimou por sua vez que o problema era "decepcionante".

"É um problema de produção, bastante pequeno, bastante fácil de resolver, mas não se pode arriscar a menor consequência e todos estão agindo por precaução", disse ele em entrevista à CNBC.

"Mas precisamos dos MAX porque a atividade está recomeçando", irritou-se.

O 737 MAX, que foi proibido de voar em março de 2019 após dois acidentes fatais, foi autorizado a operar novamente em novembro nos Estados Unidos e, em seguida, na maior parte do mundo, após alterações no software de controle de voo, o reposicionamento de certos cabos e novo treinamento de pilotos.

jum/jul/nth/mr