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Regulação de Wall Street domina debate sobre presidência do Fed

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A escolha do presidente Joe Biden para o comando do banco central dos EUA pode se resumir ao debate sobre como regulamentar Wall Street.

O atual ocupante do cargo no Federal Reserve, Jerome Powell, é favorito para um segundo mandato, mas democratas progressistas como a senadora Elizabeth Warren, de Massachusetts, e a deputada federal Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova York, criticaram Powell, que é republicano, por flexibilizar as regulamentações aplicáveis aos grandes bancos. Já Lael Brainard, vista como principal concorrente de Powell pelo posto, é elogiada por se opor a essas medidas.

Assim, as abordagens de Powell e Brainard para a regulamentação bancária estarão no centro do debate sobre o futuro do Federal Reserve. O atual mandato de Powell termina em fevereiro. Segundo pessoas a par das conversas, conselheiros de Biden estudam recomendar que Powell permaneça na presidência e Brainard assuma a vice-presidência de supervisão, a principal função reguladora do Fed.

Todas as indicações precisam de aprovação do Senado, onde os democratas têm uma ínfima maioria.

Estas são algumas das principais diferenças entre Powell e Brainard em se tratando de regulamentação financeira:

Colaboração interna

O presidente do Fed tem a última palavra sobre quais regras podem ser consideradas pela instituição, mas Powell frequentemente defere o processo para o atual vice-presidente de supervisão, Randal Quarles, cujo mandato termina ainda este ano. Powell apoiou os esforços de Quarles — que assim como ele trabalhou na gigante de private equity Carlyle Group — para suavizar as regulamentações bancárias pós-crise, por vezes revertendo o que seu antecessor tinha feito.

Juntos, Powell e Quarles levaram Brainard a manifestar frequente oposição às mudanças de regras, que, na opinião dela, aumentam os riscos para o sistema bancário. Ela contabiliza mais de 20 votos de oposição durante o mandato de Powell.

Testes de Estresse

A maior parte dos movimentos regulatórios de Powell beneficiou bancos regionais e comunitários, que foram isentos das regras mais rigorosas implementadas após o colapso financeiro de 2008. Mas Wall Street também saiu ganhando.

Quanto aos testes de estresse, a dupla Powell-Quarles reformulou o processo de verificação dos grandes bancos, o que talvez seja a decisão mais importante da era Powell.

Brainard argumentou que as mudanças nos testes de estresse davam “sinal verde para grandes bancos reduzirem seus colchões de capital”.

Moeda digital

Brainard tem falado abertamente sobre a necessidade de o banco central acelerar a decisão sobre a adoção de uma moeda digital, contrastando com a postura mais paciente de Powell.

Em comentários recentes, ela se referiu ao tema como algo urgente. Segundo Brainard, permitir que outras jurisdições como a China saiam na frente em moedas digitais “não soa como um futuro sustentável”.

Powell minimizou esse risco, argumentando que os EUA não estão perto de perder a predominância como moeda de reserva para uma alternativa digital da China.

Recompras e dividendos

No auge da crise da Covid-19, Powell apoiou a limitação parcial da distribuição de dividendos e da recompra de ações pelos bancos, em decisão bastante criticada por Wall Street. Já Brainard defendia medidas mais agressivas para impedir a distribuição de dinheiro, assim como democratas no Senado, que queriam a proibição total da devolução de dinheiro para acionistas.

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