Regras para caminhoneiros favorecem cabotagem, vê Ilos

A movimentação de cargas via cabotagem no Brasil tende a crescer nos próximos anos com o aumento de regras para o transporte rodoviário, de acordo com estudo do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) divulgado nesta quinta-feira.

A recente regulamentação que limita o tempo diário de trabalho do motorista de caminhão faz aumentar o custo do transporte por rodovia, que corresponde a 65,6% da matriz brasileira, diz o levantamento. "A lei do motorista mostra a direção da regulamentação do modal rodoviário. Isso é um impulsionador para todos os outros modais", afirmou o diretor de Desenvolvimento de Negócios do Ilos, João Guilherme Araujo.

A mesma opinião tem o diretor-presidente da Log-In Logística Intermodal S/A, Vital Jorge Lopes, também presente na apresentação do trabalho. Para o executivo, haverá aumento nos custos do frete rodoviário por conta da lei que regulamenta a profissão de motorista. A legislação determina intervalos de descanso para o profissional durante sua jornada de trabalho. "O grande concorrente da cabotagem é, de fato, o transporte rodoviário", reiterou. "A Log-In tem total crença de que a cabotagem é a solução de transporte no Brasil", afirmou.

O diretor do Ilos disse que o transporte rodoviário é mais competitivo para conduzir cargas até 400 quilômetros. Além dessa distância e até 800 quilômetros, explicou o executivo, o impacto no custo do frete das empresas sobe entre 5% e 6%. Acima dos 1,5 mil quilômetros, a alta "é de dois dígitos".

Araujo observa, entretanto, que ainda não se vê uma migração do transporte por caminhão para embarcações como as perspectivas sugerem. "A migração do rodoviário para a cabotagem é menor do que o aumento de custos para o modelo de logística das empresas", informou.

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