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Regn-CoV2 | Coquetel de anticorpos contra COVID é avaliado para chegar ao SUS

·3 minuto de leitura

Para o tratamento de pacientes do coronavírus SARS-CoV-2 no Sistema Único de Saúde (SUS), a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) avalia a adoção do coquetel Regn-CoV2, desenvolvido pela farmacêutica suíça Roche em parceria com a empresa de biotecnologia norte-americana Regeneron. No composto, estão presentes dois anticorpos monoclonais (casrivimabe e o indevimabe).

Caso aprovado, o coquetel REGN-COV2 deve auxiliar o tratamento de pacientes infectados pelo coronavírus, de forma leve, mas com pelo menos um fator de risco para evolução de agravamento do quadro, como obesidade ou idade avançada. Em testes clínicos, o composto reduziu em 70% o risco de agravamento e óbitos. No entanto, o tratamento deve ser iniciado em até 10 dias do início dos sintomas da COVID-19.

Comissão avalia a adoção de tratamento com anticorpos sintéticos contra a COVID-19 no SUS (Imagem: Reprodução/iLexx/Envato Elements)
Comissão avalia a adoção de tratamento com anticorpos sintéticos contra a COVID-19 no SUS (Imagem: Reprodução/iLexx/Envato Elements)

O composto de anticorpos já recebeu aprovação de uso emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O medicamento injetável também foi aprovado pela agência federal dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA).

Custo da adoção de anticorpos monoclonais pelo SUS

De acordo com o relatório da Conitec, um dos principais desafios para a adoção dos anticorpos monoclonais é o elevado custo do tratamento. A estimativa elaborada, apenas da compra, foi de cerca de R$ 7.814,00, sendo R$ 6.946,00 o Regn-CoV2 e mais R$ 867,00. Isso porque não estão incluídos os custos dos profissionais envolvidos e da estrutura hospitalar. No entanto, o custo total de uma internação em UTI em decorrência da COVID-19 é calculado, na média, em R$ 51.363,00.

Olhando para os valores, um estudo de custo-efetividade da Conitec apontou que a adoção do ratamento no SUS poderia gerar uma economia para os cofres públicos de76 milhões de reais por ano. Independente disso, o primeiro parecer da comissão foi contrário a adoção do tratamento. Também foram levantadas questões como poucas evidências científicas que evidenciem a eficácia e dificuldade em adotar o tratamento em apenas 10 dias após a infecção do coronavírus.

Para contornar a questão do tempo, já que o diagnóstico de um caso positivo da COVID-19 no SUS é demorado, a farmacêutica Roche ofereceu uma contraproposta, envolvendo o envio de 600 mil testes rápidos da companhia. Esses exames poderiam acelerar o diagnóstico e facilitar a adesão do novo tratamento. Vale explicar que, inicialmente, a empresa está ofertando o Regn-CoV2 apenas para a rede pública e não há previsão para a entrada do tratamento na rede privada.

Como funciona os anticorpos monoclonais Regn-CoV2?

Na época da aprovação do coquetel, o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa, Gustavo Silva Santos, explicou que o composto adota dois anticorpos monoclonais que trabalham para neutralizar o agente infeccioso. Estes anticorpos são proteínas feitas em laboratório e que imitam a capacidade do sistema imunológico de combater patógenos nocivos, como vírus da COVID-19.

Dessa forma, “a ideia desse produto é que nesses pacientes se mimetize o que seria a resposta imune natural dos anticorpos produzidos em células e que essa produção extra-humana de anticorpos ajude a promover a ação imunológica”, explicou. No coquetel, o casirivimabe e o imdevimabe agem, de forma direcionada, contra a proteína de pico (spike) do SARS-CoV-2, projetada para bloquear a adesão e a entrada do vírus em células humanas.

Fonte: Canaltech

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