Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.487,88
    +1.482,66 (+1,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.518,30
    +228,39 (+0,45%)
     
  • PETROLEO CRU

    110,35
    +0,46 (+0,42%)
     
  • OURO

    1.845,10
    +3,90 (+0,21%)
     
  • BTC-USD

    29.204,69
    -1.059,10 (-3,50%)
     
  • CMC Crypto 200

    650,34
    -23,03 (-3,42%)
     
  • S&P500

    3.901,36
    +0,57 (+0,01%)
     
  • DOW JONES

    31.261,90
    +8,77 (+0,03%)
     
  • FTSE

    7.389,98
    +87,24 (+1,19%)
     
  • HANG SENG

    20.717,24
    +596,56 (+2,96%)
     
  • NIKKEI

    26.739,03
    +336,19 (+1,27%)
     
  • NASDAQ

    11.838,00
    -40,25 (-0,34%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1528
    -0,0660 (-1,26%)
     

Refugiados processam Facebook e pedem R$ 845 bi de indenização

·3 min de leitura
Bangkok, Thailand - October 29, 2021: Meta logo is shown on a device screen. Meta is the new corporate name of Facebook. Social media platform will change to Meta to emphasize its metaverse vision.
Facebook vem sendo investigado sobre participacões em processos eleitorais em diversos países, incluindo o Brasil
  • Refugiados rohingya processaram Facebook em R$ 845 bi

  • Processos afirmam que rede social ampliou discurso contra a minoria étnica

  • Especialistas dizem que Facebook teve influência na situação em Mianmar;

Refugiados do grupo étnico Rohingya processaram a Meta Platforms, controladora do Facebook, em mais de US$ 150 bilhões (cerca de R$ 845 bilhões), de acordo com a Associated Press, pelo "fracasso da empresa em impedir postagens odiosas que incitaram a violência contra o grupo étnico muçulmano por governantes militares de Mianmar e seus apoiadores", segundo a ação coletiva.

Leia também:

Os advogados entraram com uma ação coletiva na segunda-feira na Califórnia dizendo que a chegada do Facebook a Mianmar ajudou a espalhar o discurso de ódio, a desinformação e o incitamento à violência que "representou uma causa substancial e eventual perpetuação do genocídio Rohingya". Outros advogados de refugiados no Reino Unido notificaram sua intenção de entrar com uma ação legal semelhante. Procurado pela AP, o Facebook não respondeu às acusações.

Facebook desempenhou papel de discurso de ódio

Os Rohingya são uma minoria étnica muçulmana apátrida forçado a fugir da perseguição e da violência em Mianmar a partir de 2017, com cerca de 1 milhão deles vivendo em campos de refugiados no país vizinho, Bangladesh. Cerca de 10 mil acabaram se mudando para os EUA, segundo a AP. Mais de 10 mil rohingya foram mortos e mais de 150 mil foram vítimas de violência física, de acordo com os escritórios de advocacia que organizaram os casos.

As ações coletivas na Justiça, tanto nos Estados Unidos, quanto no Reino Unido e em outros países, por parte de refugiados rohingya estão sendo movidas em nome de qualquer pessoa no mundo que sobreviveu à violência ou teve um parente que morreu por causa dela, de acordo com a Associated Press. O Tribunal Penal Internacional (TPI) abriu uma investigação para saber se os militares de Mianmar promoveram uma “limpeza étnica” dos rohingyas.

Os processos afirmam que os algoritmos do Facebook amplificaram o discurso de ódio contra o povo rohingya e que não gastou dinheiro suficiente para contratar moderadores e verificadores de fatos que falassem os idiomas locais ou entendessem a situação política. Eles também afirmam que o Facebook não conseguiu fechar contas e páginas ou remover postagens que incitassem a violência ou usassem discurso de ódio contra o grupo étnico.

Em 2018, especialistas em direitos humanos da ONU que investigavam ataques contra os Rohingya disseram que o Facebook desempenhou um papel na disseminação do discurso de ódio. A rede chegou a Mianmar em 2011, garantindo que milhões acessassem a internet pela primeira vez, de acordo com a ação movida no Tribunal Superior da Califórnia. Mas o processo afirma que a empresa pouco fez para alertar as pessoas sobre os perigos da desinformação online e contas falsas, táticas por sua vez, empregadas pelos militares em sua campanha contra os rohingya, segundo a AP.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos