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Refugiados: 5 iniciativas para inserção no mercado de trabalho

·4 minuto de leitura
Com assistência do ACNUR e emprego garantido, venezuelanos são interiorizados para Mato Grosso do Sul. Foto: Reprodução/ACNUR
Com assistência do ACNUR e emprego garantido, venezuelanos são interiorizados para Mato Grosso do Sul. Foto: Reprodução/ACNUR
  • Setor privado busca perfis com faixa etária dos 18 aos 40 anos;

  • Xenofobia e discriminação seguem sendo empecilhos na empregabilidade de pessoas em refúgio;

  • Organizações atendem em vários estados para cursos e orientação

O dia 20 de junho foi estabelecido pela ACNUR, desde 2001, como o Dia Mundial do Refugiado. O Yahoo Finanças listou iniciativas, entre empresas, ONGs e associações, que podem servir de ponte para os recém chegados ao país buscarem orientações e inserção no mercado de trabalho. 

De acordo com Marcelo Meneses, gerente do projeto Ven, Tú Puedes, da ONG Visão Mundial, afirma que o setor privado busca a faixa etária dos 18 aos 40 anos para os cargos. "É importante mencionar que, recentemente verificamos certo aumento na procura por jovens aprendizes, a partir dos 16 anos, como uma primeira experiência de política de inclusão de migrantes e refugiados nas empresas", explica.

Meneses alerta que as maiores dificuldades relatadas pelos refugiados para conseguirem uma vaga no mercado costumam estar relacionadas à questão da alteridade: ao mencionarem que são migrantes percebem que há menor abertura no avanço durante os processos seletivos. As oportunidades de trabalho formal costumam ser reduzidas, devido a fatores como o desconhecimento por parte das empresas a respeito da possibilidade de contratação de migrantes e refugiados, as ideias equivocadas sobre a dificuldade de adaptação no ambiente de trabalho, além de casos já observados de xenofobia e discriminação.

Outra grande dificuldade, completa Meneses, é com a documentação, seja pelo desafio que tem sido obter agendamentos para regularização migratória em alguns estados do País (situação agravada durante a pandemia) e até mesmo pela falta de conhecimento das empresas acerca dos documentos que podem ou não requisitar de um migrante ou refugiado no momento da contratação.

Confira a lista abaixo de iniciativas abaixo.

1. Visão Mundial

Através do programa “Ven, Tú Puedes”, a organização não-governamental auxilia migrantes e refugiados em Manaus (AM), Boa Vista (RR) e São Paulo (SP) com formações em empreendedorismo, cursos de capacitação e orientações para empregabilidade, além de formação em língua portuguesa. 

Contato: Em Boa Vista, é possível realizar os cadastros presencialmente na Sede da ADRA Roraima (Rua Belarmino F Magalhães, 1584 - Tancredo Neves, Boa Vista – RR). Os atendimentos ocorrem de segunda á quinta, das 09h às 17h. É possível obter mais informações através do número (95) 98419-0517. Em Manaus, é possível agendar o atendimento presencial por meio do telefone (92) 9225-0856. Em São Paulo, os atendimentos ocorrem em instituições parceiras, é possível obter mais informações através do número (11) 99427-7439. 

2. Migraflix

O empreendedorismo é a principal veia da associação, que criou o Migralab. A plataforma digital ajuda migrantes a empreenderem ou se inserirem no mercado de trabalho. Gastronomia, Finanças, Marketing Digital e modelos de negócio estão entre os cursos oferecidos. Para contato, bastante enviar e-mail ao support@migraflix.com ou preencher o formulário online aqui.

3. Adus

A organização apoia refugiados e solicitantes, se ocupando da integração local das pessoas, focando em aulas de português e capacitação para mercado de trabalho, fazendo meio de campo para as empresas e RHs e, dessa forma, possibilitando oportunidades para processos seletivos. Cursos sobre elaboração de currículos, legislação trabalhista e empreendedorismo estão na lista da iniciativa. 

O Projeto Urnno, criado pela ONG, recebe refugiados são capacitados para ministrar aulas de inglês, francês e espanhol para brasileiros - sendo assim uma geração de renda. Empresas com a Cyrella e o Nubank já disponibilizaram espaço para as aulas, por exemplo.

Pessoas da Venezuela, Síria, Angola, República Democrática do Congo, Palestina e Colombia e mais 49 países chegam até a organização. A Adus tem espaço fisico no centro de Sao Paulo, na Av. Sao João. Fora da capital paulista, podem entrar em contato via Whatsapp. As ações também ocorrem virtualmente, entre aulas e cursos.  

Se prefere ser atendido em nosso escritório, faça o seu agendamento neste link: 

Na primeira semana de agosto, por exemplo, a Adus vai abrir 200 vagas para aulas de português - totalmente gratuitas.

4. Toti

A plataforma trabalha com ensino presencial e online que forma refugiados e imigrantes para trabalhar no ramo da programação - como Front-end ou Back-end e Games. Após a finalização das aulas, a Toti ( InovAtiva de Impacto) faz contato entre as pessoas formadas com empresas parceiras para vagas em aberto. 

Para participar da seleção, é preciso ter 16 anos completos e já ter compreensão da fala, escrita, audição e leitura da língua portuguesa.

5. ACNUR - Agência da ONU para Refugiados

Desde 2008, a ACNUR facilita a garantia de direitos, autonomia e integração local de pessoas refugiadas e migrantes venezuelanas que estão no Brasil. Entre os locais que recebem este público, alguns ajudam com ensino de língua portuguesa e inclusão laboral. Veja a lista abaixo:

A ACNUR disponibiliza atendimento para auxiliar refugiados em diversos estados. (Diagramação: Amaro Prado)
A ACNUR disponibiliza atendimento para auxiliar refugiados em diversos estados. (Diagramação: Amaro Prado)
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