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Refrigeração de vacina da Pfizer favorece acesso a países ricos

Bloomberg News
·4 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Quando a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Pfizer e BioNTech deixar as linhas de produção, a Shanghai Fosun Pharmaceutical estará à espera para distribuí-la por meio de um sistema complexo e caro de depósitos de congelamento em aeroportos, veículos refrigerados e pontos de vacinação em toda a China.

Depois de chegarem a uma temperatura de 70 graus Celsius negativos aos centros de vacinação, as vacinas devem ser descongeladas e administradas em cinco dias, caso contrário, estragam.

Então, a jornada hercúlea do freezer do depósito até o momento da vacinação deve ser empreendida de novo, para distribuir a segunda injeção de reforço um mês depois.

O roteiro esboçado pela empresa, que licenciou a vacina para a Grande China, oferece um vislumbre dos enormes e assustadores desafios logísticos enfrentados para os interessados em entregar a vacina experimental da Pfizer depois dos resultados iniciais “extraordinários” observados nos ensaios de estágio final, o que aumentou a esperança de um fim para a pandemia, que já dura quase um ano.

Essa euforia agora perde força com a percepção de que nenhuma vacina usada atualmente foi produzida a partir da tecnologia de RNA mensageiro da candidata da Pfizer, que instrui o organismo a produzir proteínas que então desenvolvem anticorpos protetores.

Isso significa que os países precisarão construir do zero redes de produção, armazenamento e transporte da cadeia de frio necessárias para a sobrevivência da vacina. O investimento em massa e a coordenação exigidos garantem acesso praticamente a países ricos e, ainda assim, talvez apenas para suas populações urbanas.

“Sua produção é cara, seu componente é instável, também requer transporte na cadeia de frio e tem uma vida útil curta”, disse Ding Sheng, diretor do Global Health Drug Discovery Institute, com sede em Pequim, que recebeu financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates.

A despesa de distribuir a vacina da Pfizer pode reforçar temores existentes de que os países mais ricos conseguirão as melhores vacinas primeiro, apesar da iniciativa Covax, apoiada pela Organização Mundial da Saúde, que visa levantar US$ 18 bilhões para comprar vacinas para países mais pobres.

Também apresenta uma escolha agora enfrentada pelo mundo em desenvolvimento: pagar pelo caro desenvolvimento de infraestrutura da cadeia de frio abaixo de zero em vista do que parece ser uma aposta segura, ou esperar por uma vacina mais lenta e convencional que produza lotes de proteínas ou partículas virais inativadas em células vivas e que podem ser fornecidas por meio de redes existentes do sistema de saúde.

“Se houver uma vacina à base de proteína que possa atingir o mesmo efeito que uma vacina mRNA e houver a necessidade de vacinar bilhões de pessoas a cada ano, eu optaria pelas vacinas à base de proteína a longo prazo”, disse Ding.

Mesmo para os países ricos que já encomendaram doses, incluindo Japão, Estados Unidos e Reino Unido, entregar a vacina da Pfizer envolverá obstáculos consideráveis, caso caminhões quebrem, falte eletricidade, trabalhadores essenciais adoeçam e o gelo derreta.

Entrega segura

Para entregar as vacinas com segurança na China continental e em Hong Kong, a Fosun vai trabalhar em parceria com a estatal Sinopharm, distribuidora de produtos farmacêuticos com redes bem estabelecidas em todo o país. Uma das subsidiárias da Sinopharm também desenvolve vacinas contra a Covid-19.

Empacotados em caminhões de armazenamento a frio, esses frascos chegarão aos locais de vacinação onde podem ser descongelados e empilhados em geladeiras entre 2 a 8 graus Celsius por no máximo cinco dias antes do prazo de validade.

“A exigência de temperaturas extremamente baixas pode causar a deterioração de muitas vacinas”, disse Michael Kinch, especialista em vacinas da Universidade de Washington, em St. Louis.

Também deve custar à Fosun dezenas de milhões de yuans, de acordo com o presidente do conselho da empresa, Wu Yifang. A Fosun avalia importar a vacina a granel e colocá-la em frascos em uma fábrica local. Isso também exigirá mais investimentos em produção e armazenamento.

O preço resultante pode ser alto demais para muitos países em desenvolvimento, incluindo para a vizinha Índia, que enfrenta o segundo maior surto de coronavírus do mundo e atualmente não tem acordo para comprar a vacina da Pfizer.

A Pfizer já tem pedidos de alguns países em desenvolvimento como Peru, Equador e Costa Rica. Não está claro o plano de implementação dessas vacinas nesses países, mas os pequenos pedidos, de menos de dez milhões de doses, sugerem distribuição limitada.

Após a divulgação dos dados preliminares positivos, alguns governos correram para finalizar os pedidos e iniciar negociações com a Pfizer e a BioNTech. A União Europeia confirmou uma encomenda de até 300 milhões de doses na terça-feira, enquanto Filipinas, Cingapura e Brasil disseram estar em negociações.

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©2020 Bloomberg L.P.