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Reforma do IR poderia financiar auxílio permanente, afirma Lira

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Arthur Lira afirma que o valor ganho com a tributação dos dividendos seria fonte para se criar um programa permanente dentro do Teto de Gastos. Foto: Getty Images.
Arthur Lira afirma que o valor ganho com a tributação dos dividendos seria fonte para se criar um programa permanente dentro do Teto de Gastos. Foto: Getty Images.
  • Segundo Arthur Lira (PP-AL), o projeto de Imposto de Renda, parado na Câmara, garantiria auxílio permanente;

  • De acordo com o Presidente da Câmara dos Deputados, a tributação do dividendos geraria valores para criar programa com R$ 300 permanentes;

  • Com o impasse do IR, o governo federal vê a PEC dos precatórios como forma de financiar o Auxílio Brasil.

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, expressou a um canal de TV, na sexta-feira (5), que, caso a reforma do Imposto de Renda (IR), com a tributação de dividendos, tivesse sido aprovada a tempo pelo Senado, poderia ter sido base para bancar a criação de um auxílio permanente.

Por entrevista ao telefone, Lira disse: “Quem é que gosta de pagar imposto? Nós estamos falando de 20 milhões [pessoas] passando fome, e 20 mil brasileiros não pagavam imposto, recebiam dividendos free. Cada um era uma Suíça ambulante”.

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"São R$ 330 bilhões – olhe quantos auxílios não se pagava com isso – que todo ano 20 mil brasileiros super-ricos recebiam sem pagar R$ 1 de imposto. A Câmara estabeleceu 15% sobre esse valor, reduzindo o imposto das empresas para fomentar empregos e crescimento”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados.

Lira disse que o valor ganho com a tributação dos dividendos seria fonte para se criar um programa permanente de R$ 300, ou seja, dentro do Teto de Gastos.

O presidente da câmara também expressou que havia pré-requisitos quando a Lei do Teto foi aprovada, como as reformas trabalhista, previdenciária e administrativa. 

Lira comentou a morosidade do andamento, já que ainda se está no meio da reforma administrativa, e também não há reforma tributária.

Com o impasse da reforma do IR, o governo federal enxergou a PEC dos precatórios como a única forma de financiar o Auxílio Brasil.

Aprovado no primeiro turno, na Câmara, o texto permite a possibilidade para cerca de R$ 91 bilhões no Orçamento do ano que vem, viabilizando o benefício temporário de R$ 400.

As informações são da CNN Business e do Portal iG.

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