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Reforço da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 é necessário, aponta estudo

·2 min de leitura

O reforço da vacina Covishield (AstraZeneca/Oxford) é necessário para manter a elevada proteção contra a covid-19, principalmente para casos graves e óbitos. É esta a conclusão a que chegou uma equipe internacional de pesquisadores, após analisar dados da vacinação na Escócia e no Brasil.

Publicado na revista científica The Lancet, o estudo sobre a importância do reforço da vacina da AstraZeneca contou com a colaboração dos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade de Glasgow e da Universidade de Edimburgo, ambas no Reino Unido.

A partir de dados da Escócia e do Brasil, estudo destaca importância do reforço da vacina da AstraZenca contra covid-19 (Imagem: Reprodução/Rido81/Envato)
A partir de dados da Escócia e do Brasil, estudo destaca importância do reforço da vacina da AstraZenca contra covid-19 (Imagem: Reprodução/Rido81/Envato)

Segundo os autores, a queda da eficácia começa a aparecer por volta do terceiro mês da segunda dose, quando o risco de hospitalização e morte é o dobro de duas semanas após o esquema vacinal estar completo (2 doses). Este risco aumenta em três vezes quatro meses após a segunda dose do imunizante.

Dados semelhantes sobre a vacina da AstraZeneca foram observados tanto no Brasil quanto na Escócia. Inclusive, a efetividade — eficácia no mundo real — pode ser comparada, porque os dois países adotaram o mesmo intervalo entre as doses (12 semanas).

Questão do reforço da AstraZeneca

"Em conclusão, nossos resultados sugerem que a proteção da vacina ChAdOx1 nCoV-19 [nome oficial da vacina] contra a covid-19 grave diminui dentro de alguns meses após a segunda dose da vacina. Deve-se considerar o fornecimento de doses de reforço para aqueles administrados com ChAdOx1 nCoV-19", orientam os autores, no estudo.

Vale lembrar que "as vacinas são muito protetoras, mas, em geral, a proteção diminui com o tempo, e isso não ocorre somente com os imunizantes contra a covid-19. No caso da influenza, a imunização dura um ano ou menos. Descobrir qual é a duração da proteção ajuda a planejar melhor”, explica Manoel Barral Netto, pesquisador da Fiocruz Bahia e que participa da pesquisa.

Além disso, a nova evidência deve guiar novas políticas de vacinação. "Em combinação com os dados imunológicos e de ensaios emergentes sugerindo que a efetividade da vacina diminui com o tempo após a segunda dose, nossas descobertas destacam a necessidade de considerar o fornecimento de doses de reforço", explica o pesquisador.

"É preciso insistir nisso [nas doses de reforço], ainda mais num momento em que surge a [variante] Ômicron. As pesquisas sobre a Ômicron ainda estão no início, mas sabemos que uma dose de reforço tem sido capaz de proteger contra as variantes que têm surgido”, completa Barral.

Fonte: Canaltech

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