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Refletindo alta na Selic, juros sobem em agosto

·3 minuto de leitura

BRASÍLIA — As seguidas altas na taxa básica de juros, a Selic, desde o início do ano estão refletindo nas taxas cobradas pelas instituições financeiras, que subiram em agosto para o maior patamar desde maio do ano passado.

De acordo com as estatísticas divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, a taxa média de juros ficou em 21,1% em agosto, contra 20,4% em julho e 19,9% em maio, a menor taxa do ano.

Segundo o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro, a alta nas taxas reflete os aumentos na Selic, que na semana passada chegou a 6,25% e do risco de crédito para os bancos devido ao cenário econômico. Quanto maior o risco, maior os juros.

— Nesse cenário de baixo crescimento, desemprego elevado, endividamento elevado e juros subindo, não resta outro caminho senão os bancos continuarem subindo juros e possivelmente os juros vão subir mais do que a Selic.

O aumento aconteceu tanto para pessoas físicas, quanto para empresas. Só neste ano, os juros subiram de 13,4% para 14,4% no primeiro caso. As taxas do cartão de crédito rotativo, por exemplo, subiram de 329% no início do ano para 336,1% em agosto. Já o financiamento de veículos subiu de 20,2% em janeiro para 22,7% no último mês.

Já para as pessoas jurídicas, a alta foi de 24,3% em janeiro para 25,3% em agosto. Os juros para capital de giro, muito procurado pelas empresas, cresceu 0,6 ponto percentual (p.p) entre agosto de julho e a modalidade de antecipação de faturas de cartão também teve alta de 0,7 p.p.

Inadimplência

A inadimplência, por outro lado, segue em 2,3% desde maio e não foi afetada pelo crescimento dos juros. De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, há três explicações: aumento dos postos de trabalho, melhor capacidade das empresas de gerenciar dívidas e uma questão estatística.

Rocha explica que com o crescimento do emprego, as pessoas têm maior capacidade de pagamento e de contratação de novas dívidas, o que ajuda na manutenção do índice de inadimplência. No caso das empresas, o crédito também tem crescido, o que dá uma sustentação para gerenciar os passivos e condições da dívida.

— A taxa de inadimplência nada mais é que uma divisão do total de crédito que está em atraso a mais de 90 dias pelo total do crédito, como o total do crédito está crescendo numa taxa acima de dois dígitos nos últimos doze meses, esse fator contribui para que os percentuais de inadimplência permaneçam estáveis — afirmou Rocha.

O crédito vem aumentando em uma taxa constante no patamar de 15% nos últimos doze meses desde o início do ano, ressaltou Rocha. Isso acontece porque o crédito para pessoas físicas vem acelerando enquanto para empresas ocorre uma desaceleração.

O chefe do Departamento de Estatística explica que isso ocorre porque o crescimento do crédito para pessoa jurídica foi muito elevado no segundo semestre do ano passado, por conta dos programas emergenciais, como o Pronampe.

— Isso faz com que os saldo tenha crescido bastante lá atrás e quando a compara o saldo agosto de 2020 com 2021, ele continua crescendo, as suas taxas de crescimento apenas são um pouco mais baixas. Mesmo no caso do crédito de PJ que tem tido uma desaceleração da taxa de crescimento, a gente vê uma continuidade do crescimento ainda em dois dígitos — pontuou.

Segundo Miguel Ribeiro, os bancos realmente têm aumentado a concessão, mas com um rigor maior de olho nas condições econômicas para evitar a inadimplência.

— O crédito continua aumentando, os bancos continuam crescendo, como mostra o relatório, mas com uma seletividade maior — explicou.

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