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Refinarias aumentam lucros, mas avanço da Covid ameaça margens

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Refinarias de petróleo registram os maiores lucros dos últimos anos com alguns produtos, mas enfrentam um período incerto com o aumento de casos de Covid-19, o que poderia afetar a demanda de curto prazo.

O retorno da conversão de petróleo bruto em gasolina disparou nas últimas semanas dos EUA à Ásia, onde atingiu o nível mais alto desde abril de 2019. As margens subiram tanto para o diesel quanto para a nafta, que pode ser misturada ao combustível para motores. Ainda assim, embora alguns produtos mostrem bons resultados, as margens do complexo de refino em Singapura - uma referência para a Ásia - começam a diminuir.

O avanço da variante delta apresenta um desafio para refinarias ansiosas por deixar o pior da pandemia de Covid-19 no passado. Processadoras querem lucrar com as maiores margens, mas temem que, se a demanda esfriar outra vez, o mercado de combustíveis fique saturado e os ganhos caiam novamente.

“Não podemos ignorar que a recuperação da demanda na Ásia é prejudicada pelo ressurgimento da Covid-19 em muitos países”, disse Sandy Kwa, analista sênior da FGE.

A nova onda de Covid representa outro revés para a recuperação do mercado de petróleo, que tem sido liderada pela gasolina, com o diesel não muito atrás. Mais europeus voltaram a viajar de carro, a demanda por combustíveis nos EUA está próxima dos níveis pré-pandemia e as taxas de utilização das refinarias do país estão novamente acima de 90%. A queda das exportações de gasolina da China também reduziu a oferta no mercado asiático.

“Em última análise, a Costa do Golfo dos Estados Unidos precisa que o mercado de exportação seja confiável e próximo aos níveis de 2019 para sustentar taxas de utilização mais altas”, disse Zachary Rogers, diretor de serviço global de petróleo da Rapidan Energy.

As taxas de utilização de refinarias na Ásia ainda estão em torno de 78% a 79%, em comparação com 85% a 87% em 2019, e talvez só retornem aos níveis pré-pandemia no final de 2022, com a recuperação total da demanda regional por combustíveis, de acordo com a FGE.

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©2021 Bloomberg L.P.

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