Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.036,79
    +2.372,79 (+2,20%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.626,80
    -475,80 (-1,05%)
     
  • PETROLEO CRU

    81,81
    +2,32 (+2,92%)
     
  • OURO

    1.672,30
    +0,30 (+0,02%)
     
  • BTC-USD

    19.209,46
    -103,07 (-0,53%)
     
  • CMC Crypto 200

    443,49
    +0,06 (+0,01%)
     
  • S&P500

    3.585,62
    -54,85 (-1,51%)
     
  • DOW JONES

    28.725,51
    -500,09 (-1,71%)
     
  • FTSE

    6.893,81
    +12,22 (+0,18%)
     
  • HANG SENG

    17.222,83
    +56,93 (+0,33%)
     
  • NIKKEI

    25.937,21
    -484,89 (-1,84%)
     
  • NASDAQ

    11.019,50
    -16,00 (-0,14%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,3040
    +0,0060 (+0,11%)
     

Reels tem audiência 11x menor que o TikTok, indica documento vazado do Instagram

O Instagram luta com todas as forças para enfrentar o crescimento do TikTok, mas a batalha não está favorável. Segundo dados obtidos pelo The Wall Street Journal, a rede social da Meta notou uma queda no engajamento e nas visualizações do Reels no último mês.

Para entender melhor o problema, é preciso analisar os números. Usuários do TikTok gastam 197,8 milhões de horas por dia no aplicativo, enquanto no Instagram o montante é de apenas 17,6 milhões. O número surpreende porque o Insta tem mais usuários que o rival, mas estes parecem pouco interessados nos vídeos curtos.

Mesmo com várias ferramentas lançadas, o Reels ainda não conseguiu igualar o jogo na disputa com o TikTok (Imagem: Reprodução/Instagram)
Mesmo com várias ferramentas lançadas, o Reels ainda não conseguiu igualar o jogo na disputa com o TikTok (Imagem: Reprodução/Instagram)

Segundo o documento interno, intitulado “Creators x Reels State of the Union 2022”, o engajamento do Reels caiu 13,6% nas últimas quadro semanas, sendo que a maioria dos usuários não tem nenhum envolvimento. Isto estaria relacionado, conforme a análise do material, relacionado à falta de conteúdo original.

Quase um terço dos vídeos postados no formato são feitos em outro lugar, tanto que muitos vêm com marca d'água ou têm recursos que não existem no editor de vídeos embutido. Os vídeos reciclados do TikTok atormentam a plataforma até hoje, mesmo com o chefe do Instagram, Adam Mosseri, tendo dito que o algoritmo rebaixa o engajamento de conteúdos reaproveitados.

A Meta destinou US$ 1 bilhão para pagamentos aos criadores até o final de 2023, mas até o momento apenas US$ 120 milhões foram pagos, de acordo com o The Wall Street Journal. Não parece que dinheiro é a única coisa importante nesta equação, afinal os criadores vivem do engajamento — se não houver isso no Reels, fica difícil competir.

Meta nega problemas

O porta-voz da Meta, Devi Narasimhan, disse ao site The Verge que o tempo gasto assistindo Reels está desatualizado e não é global, logo reflete apenas um retrato momentâneo de uma região específica. “Ainda temos trabalho a fazer, mas criadores e empresas estão vendo resultados promissores e nosso crescimento de monetização é mais rápido do que esperávamos, pois mais pessoas estão assistindo, criando e se conectando por meio de Reels do que nunca”, diz Narasimhan.

O engajamento de Reels teria aumentado mês a mês no geral, e o valor de US$ 120 milhões está desatualizado, segundo Narasimhan. Os dados atualizados de repasses para criadores, contudo, não foram publicados pela empresa.

Do início do ano até agora, o Instagram passou por uma dezena de testes para adaptar o feed a um formato similar ao TikTok. Os usuários reclamaram bastante ao longo dos meses e chegaram a organizar um movimento para convencer a plataforma a manter seu próprio estilo.

Instagram estaria "menos preocupado"?

O relatório obtido do The Wall Street Journal diz que a porcentagem de usuários do Instagram que acreditam que a empresa “se preocupa” com eles caiu nos últimos anos, de 70% em 2019 para cerca de 20% no início deste verão. Este pode ser um reflexo das mudanças recentes, que pretendem forçar um estilo que não é o mais amigável para todos os criadores, ou da suposta dificuldade da rede em lidar com efeitos nocivos.

Segundo o porta-voz, os dados acima também estão defasados e não podem ser analisados de maneira descontextualizada. Mas, ao que parece, o Instagram deixou de lado algumas questões mais polêmicas, como o feed em tela cheia, embora o apelo aos vídeos curtos ainda permaneça no centro das atenções.

Resta saber quais serão os planos para 2023, principalmente se a rede social não conseguir encontrar novamente o caminho do crescimento dos tempos áureos. Fato é que o Instagram ainda é a plataforma mais relevante do mundo em termos financeiros, então ninguém pode subestimar o seu valor.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: