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Redução de receita dos bancos com Pix é limitada, diz Febraban

Fernanda Bompan
·2 minutos de leitura

Leandro Vilain minimizou os efeitos na receita das instituições financeiras com a entrada em vigor do sistema de pagamentos Silvia Zamboni/Valor O diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Leandro Vilain, minimizou os efeitos na receita dos bancos com a entrada em vigor do Pix. O sistema de pagamentos será lançado no dia 16 de novembro, mas a partir de segunda-feira pessoas físicas e empresas poderão se cadastrar nele. “Dados do sistema financeiro mostram que, em 2018, 62% das contas transacionais já são isentas de tarifa por regulação própria. Os 38% que sobram é pacote de serviços, o cliente paga para ter maiores opções por transações ou serviços. Portanto, o efeito do Pix de serviços avulsos é limitado”, disse Vilain, em um seminário. “Não pode só olhar a linha de receita. Números de 2014 mostravam que o custo era elevado para manipular dinheiro, ou seja, o gasto para mover o dinheiro da Casa da Moeda até um município pequeno é caro. O custo de distribuição, armazenamento, logística custa em torno R$ 80 bilhões por ano. Somente com a logística de distribuição para as agências bancárias, que são em torno de 23 mil, gasta-se R$ 10 bilhões por ano”, explica. Assim, segundo Vilain, se por um lado o Pix pode afetar as transações avulsas de TED e DOC, por outro lado oferece redução de custo com logística. “É um benefício para a sociedade”, entende. Vilain também afirmou que o cronograma para implementar o Pix é apertado, mas que o setor está dentro do prazo. “A homologação (testes) começou em julho e deve acabar no meio de outubro. É um projeto complexo e concorre com o open banking, que também é complicado. No Reino Unido, o open banking demorou cinco anos e agora estão avançados. Estamos dentro do prazo, não temos indicações de problemas, os testes estão caminhando bem”, afirmou. Segundo Vilain, as grandes definições já foram tomadas para que o Pix esteja pronto para funcionar no dia 16 de novembro. “O que estamos discutindo é um excesso de zelo do que pode ser melhorado. Por exemplo, para o banco poder identificar uma transação fora do comum, ele terá 30 minutos para efetivar a transação em vez de 10 segundos. O que discutimos com o Banco Central é que quem faz o pagamento e quem recebe, reconhecendo uma transação fora do comum, tenham 30 minutos antes da operação ser concluída. Ou seja, são pequenos refinamentos daqui até o dia 16. Não exatamente tudo estará pronto no dia 16”, explica o executivo. Segundo ele, com relação ao cadastramento da chave necessária para identificação do Pix, as pessoas físicas e jurídicas não precisarão se apressar para fazer esse cadastro na instituição financeira de sua preferência. Os primeiros meses do Pix serão de acompanhamento, com ajustes à medida que forem surgindo problemas a partir do dia 16.