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Redução de interferência da TV aberta no 5G pode custar R$ 1,23 bi, diz estudo

Rodrigo Carro
·3 minutos de leitura
Redução de interferência da TV aberta no 5G pode custar R$ 1,23 bi, diz estudo
Redução de interferência da TV aberta no 5G pode custar R$ 1,23 bi, diz estudo

Estudo da LCA Consultores indica a mitigação do problema em vez da migração de canais de TV aberta para a chamada Banda KU Estudo encomendado pelo Conexis Brasil Digital (antigo SindiTelebrasil) à LCA Consultores e apresentado nesta quinta-feira (15) estima que a migração de canais de TV aberta, hoje transmitidos via satélite por meio da chamada “Banda C”, para evitar futuramente interferências nos serviços 5G, teria um custo total cinco vezes maior do que as alternativas para mitigação do problema. A destinação da faixa de 3,5 gigahertz (GHz) para o 5G pode causar interferência na recepção de canais de TV aberta, atualmente transmitidos por satélite na Banda C, entre 3.700 MHz a 4.200 MHz, e na Banda C estendida, entre 3.625MHz e 3.700MHz. No cenário de referência traçado pela LCA, a mitigação das interferências — por intermédio de filtros, mantendo o sinal analógico de TV — custaria R$ 1,23 bilhão, levando em consideração uma base de 7,41 milhões de domicílios. Já no caso de uma migração dos canais de TV para a chamada Banda KU o impacto total seria de R$ 6,19 bilhões, a partir de um total de 16,66 milhões de domicílios. No estudo, a LCA alega ainda que a solução de mitigação, ao contrário da migração, não implica eventos que podem trazer risco ao cronograma do 5G, que trazem mais custo para a sociedade e riscos ao ambiente competitivo dos serviços de TV por assinatura. O estudo — com a recomendação de adoção da mitigação como estratégia — será encaminhado esta semana a todas as autoridades competentes, incluindo o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Custo unitário A migração de canais de TV aberta transmitidos, hoje, na chamada "Banda C para outra faixa de frequência, como forma de evitar interferências provocadas pelos serviços 5G, teria um custo unitário quase 2,5 vezes superior ao da adoção de medidas mitigatórias, segundo estima o estudo da LCA Consultores. A migração dos canais de TVRO (televisão aberta por satélite) da Banda C para a Banda KU implicaria na instalação de uma nova antena parabólica, receptores e cabo coaxial, além das despesas com serviços, totalizando R$ 482,81 por residência. Enquanto que o estudo projeta um custo de R$ 196 para cada domicílio que receber um conversor com filtro de interferências. O valor incluiria gastos com mão de obra e deslocamento. Na caso da mitigação, o estudo estima que haja no país 7,41 milhões de domicílios na base de usuários de TVRO suscetíveis à interferência dos serviços de 5G que utilizem a frequência de 3,5 gigahertz (GHz). Desse total, 1,37 milhão de residências seriam de usuários elegíveis ao ressarcimento de custos pelas empresas vencedoras do futuro leilão de frequências a serem usadas no 5G, conforme portaria deste ano do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Entre os critérios estipulados na portaria, para ser elegível ao benefício o usuário terá de residir numa área sujeita à interferência do sinal 5G, tendo o TVRO como única opção para recepção do sinal de TV aberta. E também integrar o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, atendendo aos critérios de Família de Baixa Renda. Em seu cenário de referência, a LCA projeta um custo de R$ 224,1 milhões para atender esses usuários. O valor é 7,8 vezes menor do que aquele que seria desembolsado com a migração, considerando apenas os usuários elegíveis ao ressarcimento em cada uma das duas estratégias para evitar interferência do 5G, aponta o estudo da LCA. A consultoria cruzou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), da PNAD Contínua TIC e do Cadastro Único para identificar o número de afetados pelas políticas de mitigação e migração.