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Redução de estímulo traz menos ameaças a emergentes da Ásia

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Apesar de toda a preocupação de mercados emergentes sobre uma repetição da turbulência de 2013, autoridades monetárias na Ásia devem estar consideravelmente mais calmas.

Ao contrário daquela época - quando o Federal Reserve sacudiu os mercados globais com o plano inesperado de desacelerar os programas de estímulo monetário em massa -, as economias emergentes asiáticas estão, em sua maioria, em uma posição mais forte, enquanto o Fed sinalizou um prazo mais longo para qualquer mudança.

O temor é que um aumento dos juros nos Estados Unidos provoque fugas de capital, com investidores em busca de rendimentos em outros mercados. É um tipo de movimento que costuma levar a ondas vendedoras nos mercados de câmbio guiadas por temores de inflação, aumentar os custos de financiamento ou fazer com que a política monetária seja apertada mais rápido do que seria saudável para as economias locais.

Mas, em comparação com o cenário em 2013, bem como com seus pares de mercados emergentes globais agora, os bancos centrais asiáticos podem se apoiar em maiores estoques de reserva internacional, inflação relativamente benigna, comércio de mercadorias próspero e mercados de títulos em moeda local mais sólidos. Em vez do Fed, o maior risco agora é um agravamento da pandemia de Covid-19 diante do avanço da variante delta na região.

“Os bancos centrais asiáticos de mercados emergentes podem ser mais acomodatícios, precisamente por causa de fundamentos melhores”, disse Mitul Kotecha, estrategista-chefe de mercados emergentes para a Ásia e Europa no Toronto Dominion Bank, em Singapura. “A inflação continua relativamente bem-comportada em toda a região - embora com algumas exceções - enquanto os saldos externos se fortaleceram.”

“A única ressalva é que vários países estão atrasados no ritmo de vacinação, o que aumenta os riscos para a recuperação”, afirmou.

Quando o presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou no mês passado uma abertura para iniciar discussões sobre como reduzir as compras de ativos, analistas se apressaram em comparar o possível aperto com o que aconteceu há oito anos. Isso já ajudou a elevar o aumento das taxas de juros no México, Brasil e Hungria em junho.

No entanto, o Fed tentou ser mais transparente e sinalizar seus planos com clareza. O presidente do Federal Reserve de Dallas, Robert Kaplan, disse na semana passada em entrevista à Bloomberg Television que o Fed deu tempo suficiente aos investidores para permitir uma redução dos estímulos mais suave desta vez.

Autoridades de política monetária e investidores também veem uma história diferente na Ásia emergente, onde o banco central da Coreia do Sul é o único que deverá subir os juros já este ano - e mais por razões de crescimento em torno da normalização ao invés da inflação. No primeiro semestre, 13 bancos centrais da Ásia-Pacífico mantiveram os juros estáveis, com a única exceção na Indonésia, que cortou as taxas em fevereiro.

A Ásia continua sendo um destino de investimento atraente, disse Kotecha, apesar de alguns fluxos temporários rumo a mercados de maior rendimento na América Latina e na região da Europa, Oriente Médio e África em meio aos aumentos dos juros que também elevam os rendimentos.

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