Redes sociais e celulares seguem cotação do dólar no mercado negro argentino

Buenos Aires, 15 jan (EFE).- Redes sociais, sites e agora também um aplicativo para telefones celulares permitem acompanhar a cotação do dólar no mercado negro na Argentina, que continua crescendo devido às restrições cambiais impostas pelo Governo de Cristina Kirchner.

A última novidade é um software para iPhone que permite acessar os preços atualizados da moeda americana em suas distintas modalidades: oficial e as cotações no mercado negro conhecidas como 'dólar blue' e 'dólar tarjeta' , entre outras, segundo informou nesta terça-feira o jornal "El Cronista Comercial".

A iniciativa, criada por um argentino, oferece a opção de compartilhar a cotação nas redes sociais, tem um custo de US$ 0,99 e está disponível em espanhol, inglês e alemão.

A telefonia celular se somou ao caminho aberto pelas redes sociais quando começou a crescer o mercado negro do dólar na Argentina.

Várias contas no Twitter informam sobre o preço do dólar no mercado paralelo, como @Dólarblue, que conta com mais de 9,5 mil seguidores e divulga sua informação também em um site de mesmo nome que contém um mapa com a localização dos "arbolitos" (cambistas) que vendem a moeda americana no mercado negro no centro de Buenos Aires.

Outros usuários da rede social também replicam o custo implícito do dólar posto em um mercado do exterior via títulos públicos e algum inclusive criou um aplicativo que pode ser utilizado em vários smartphones.

A restrição cambial foi imposta pelo Governo argentino no final de 2011, mas se intensificou em 2012, quando foi proibida a compra de divisas para entesouramento e foram criados impedimentos a sua aquisição com fins turísticos, o que disparou o valor do dólar no mercado negro, que atualmente custa até 40% a mais que seu preço oficial. EFE

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