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BR-20 mais colorado: Red Bull Bragantino 1 x 1 Flamengo

Mauro Beting
·2 minuto de leitura

Era o jogo para o Flamengo fazer o que fez em campo - não no placar. Atacar e ficar com a bola, sufocar o Red Bull Bragantino na casa dele, e voltar para o Rio de Janeiro que lhe daria a liderança e jogaria a bomba psicológica contra a casamata colorada.

No Nabi, foi o que se viu por quase todo o jogo contra rival qualificado e bem treinado pelo ex-rubro-negro Barbieri. Foram 10 oportunidades cariocas contra apenas três paulistas. Uma delas dando no gol de Ytalo, na desatenção de Isla que deixou uma bola vadia passar como a grande chance no BR-20 do Flamengo. A quinta de assumir a ponta. Quando o time de Rogério já tinha a vantagem consolidada pelo pênalti convertido por Gabriel Barbosa e bem marcado pelo VAR.

(Como pode em tempos de arbitragem com vídeo um profissional agarrar outro tão acintosamente pela camisa dentro da área?)

Alguns erros são inadmissíveis. Outros, compreensíveis. E outra coisas dão errado também por algumas teimas: Pedro tinha que entrar antes no Flamengo. De novo. Para fazer a bola entrar como só não aconteceu aos 50 minutos (8 depois da entrada do artilheiro) por mais outra ótima defesa de Cleiton.

Mas o desempenho foi o possível. Também para quem jogou três decisões em sete dias. Justificativa física e também emocional mais do que válida para o gás final que faltou em Bragança. Não é "muleta" como parte da mídia clubista, bairrista e ególatra não enxerga o óbvio pelo umbigo inflado que impede a melhor visão do todo. Ainda mais quando o todo não é o próprio time do cotovelo.

O Flamengo foi bem contra um bom adversário. Mas seguiu perdendo muitos dos tantos gols criados - também pela excelência de atuação do goleiro adversário. E tomando gols bobos em falhas mais individuais do que coletivas. A de Isla, talvez, pela lesão na cabeça que pode ter afetado a decisão que tomou. Que pode mesmo ter sido decisiva na hora final do BR-20.

O Flamengo parece ter acordado tão tarde quanto algumas trocas de Rogério.