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Recuperação tende a ser mais rápida do que o esperado anteriormente, diz Economia

Lu Aiko Otta e Edna Simão
·4 minuto de leitura

A recuperação econômica dos efeitos da pandemia tende a ser mais rápida do que o esperado em maio, informa o Ministério da Economia no Boletim MacroFiscal divulgado nesta quarta-feira. Indicadores antecedentes, como a emissão de notas fiscais eletrônicas e o desempenho do varejo, reforçam a avaliação do governo federal de que o pior momento para a atividade econômica ocorreu em abril. “Abril foi o fundo do poço e agora há movimento de recuperação”, afirmou o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, em entrevista coletiva nesta quarta-feira. Por isso, o governo manteve a previsão de 4,7% de retração do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Segundo o governo, as medidas adotadas para conter os efeitos da pandemia ajudaram as empresas a reduzir custos fixos, postergaram o pagamento de alguns impostos e eliminaram outros. Contratos de trabalho foram flexibilizados e o crédito, barateado. “Tais medidas poderão salvar diversas empresas da falência, reduzindo o impacto sobre a atividade e o emprego no curto, médio e longo prazos”, afirma o documento. “Dentre as economias emergentes, o Brasil foi um dos que atuou mais fortemente para preservar a economia.” O resultado dessas medidas é que a economia tem mostrado sinais de recuperação. “Enquanto abril foi o mês de queda mais pronunciada, os meses seguintes já apresentaram recuperação, indicando que a velocidade de retomada tende a ser maior que a prevista anteriormente”, diz o boletim. O documento destaca que as políticas de proteção social têm sido fundamentais para a resiliência da economia. “Mesmo diante da perda substancial de empregos e redução de salários, as políticas adotadas elevaram a massa salarial ampliada no período, o que, além de proteger os mais vulneráveis, tem sido importante para garantir demanda a diversas firmas e setores durante esse período, minimizando o risco de falência.” O Auxílio Emergencial, o BEm e os saques emergenciais do FGTS têm levado setores da economia a se adaptar e sobreviver no período. “Porém deve-se destacar que tais políticas são um escudo de proteção à população e às empresas para esse período, mas não são um estímulo sustentável no longo prazo, e, mais que isso, não são capazes de ampliar a capacidade produtiva da economia, sendo portanto temporárias e com efeitos importantes de imediato, mas não seriam eficazes de forma permanente”, alerta. “Consequentemente, novos desenhos de políticas de proteção social e estímulo ao emprego estão sendo desenhadas pelo Governo Federal para o período pós isolamento, que se concentram na evolução permanente da capacidade produtiva sem impor quaisquer custos fiscais adicionais.” Recuperação durante o isolamento O subsecretário de Política Macroeconômica, Vladimir Kuhl Teles, disse que houve sinais de melhora da atividade em maio, uma frequência de melhora mais alta em junho e ainda mais forte em julho. Ele informou que esse desempenho se deve em grande parte a medidas adotadas pelo governo, como o benefício emergencial. A massa salarial tem sido ampliada, informou. No entanto, ressaltou, são medidas de caráter temporário. A crise, disse ele, pode ser dividida em três períodos: o choque de interrupção das atividades, a recuperação e a persistência de longo prazo. “Dependendo da política econômica, conseguimos uma recuperação mais rápida e uma trajetória de longo prazo mais próxima do que se tinha no pré-crise”, afirmou. No caso do Brasil, houve um “amortecimento” da fase de interrupção. “Vemos recuperação durante o período de isolamento”, comentou. “Não observamos [esse fenômeno] em muitos países.” Ao comentar as projeções do boletim Focus, do Banco Central, que reúne as projeções do mercado, o secretário observou que os dados refletem aumento das incertezas na economia, tanto em 2020 quanto em 2021. Perspectiva para o segundo semestre Teles afirmou que a projeção da equipe econômica com relação à retração do PIB no segundo semestre é melhor do que o que está sendo esperado pelos analistas ouvidos no Focus. Ele ressaltou que a projeção de crescimento para 2021 foi mantida em 3,6%. No caso de 2022, houve uma pequena variação de 2,6% para 2,5%. As estimativas da equipe econômica para 2023 e 2024 foram mantidas em 2,5%. O subsecretário destacou as dificuldades para realização as projeções de longo prazo diante do cenário de grande incerteza. Sobre a redução na estimativa de IPCA, por exemplo, que recuou de 1,77% para 1,6% neste ano, Teles afirmou que observa que os núcleos dos indicadores de preços estão caindo, exceto o que se refere a alimentação em domicílio. Na avaliação dele, no entanto, esse aumento da alimentação em domicílio “tem a tendência de devolver a inflação nos próximos meses”. Ele lembrou que, no fim do ano passado, houve uma alta dos preços da carne que pressionou a inflação e isso foi devolvido neste ano. Segundo Teles, os dados mostram a trajetória de inflação muito baixa.