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Recuperação de preços do petróleo chega aos tanques no Caribe

Lucia Kassai
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Como evidência de que a estratégia da Opep+ está funcionando, basta observar os enormes tanques de petróleo que pontilham as ilhas do Caribe.

Desde que a Arábia Saudita surpreendeu o mercado global de petróleo com um grande corte na produção em janeiro, tradings têm drenado suprimentos de Santa Lúcia e Freeport nas Bahamas para capitalizar o aumento de quase 35% das cotações. Os estoques na região estão agora no menor nível em 17 meses e equivalem a menos da metade do pico alcançado em junho, de acordo com a empresa de análise de dados OilX.

A rápida queda dos estoques no Caribe - que serve como uma espécie de estação de transferência para os mercados mundiais de petróleo - ilustra a impressionante virada dos preços da commodity. Há quase um ano, enquanto a demanda despencava por causa da pandemia, Arábia Saudita e Rússia iniciaram uma guerra de preços que resultou em cotações de futuros abaixo de zero. O mercado entrou no chamado estado de contango, quando os preços no curto prazo são mais baixos do que nos contratos futuros, e operadores buscavam tanques freneticamente para estocar petróleo enquanto esperavam por uma recuperação.

Agora, os mercados de petróleo estão em profundo “backwardation” (quando o preço do petróleo para entrega imediata supera os preços para entrega em data futura) por causa da decisão surpreendente da Opep+ no início do mês de manter os cortes da produção. O petróleo Brent para pronta entrega foi negociado a 63 centavos de dólar o barril acima do preço para entrega no próximo mês, mais do que o dobro no início de fevereiro. Como resultado, tradings nas Américas têm retirado barris dos estoques um ou dois meses antes do esperado, de acordo com pessoas com conhecimento da situação.

O esgotamento dos estoques se estende além do Caribe. Na América Central, o terminal panamenho Charco Azul, na costa do Pacífico, usado por refinadores da costa oeste dos Estados Unidos e da China, registrou fenômeno semelhante depois que petroleiros retiraram 8 milhões de barris no mês passado, um aumento de 33% em relação a janeiro, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O fluxo de saída é tão rápido que tem contribuído para uma pausa na demanda por petróleo do Mar do Norte e África, disseram as pessoas. O ritmo de retirada deve acelerar nas próximas semanas, pois refinarias do Golfo dos EUA continuam a expandir as operações após a onda de frio que atingiu o Texas em fevereiro, enquanto refinarias asiáticas devem retomar as atividades após o período de manutenção.

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