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Recuperação da biodiversidade em Madagascar pode levar 20 milhões de anos

A incrível biodiversidade da ilha de Madagascar já não é a mesma. A ilha no Oceano Índico, próxima ao sul da África, já perdeu quase 30 espécies desde o início de sua ocupação humana, há cerca de 2.500 anos, e outras estão ameaçadas. Especialistas dizem que a recuperação pode levar mais de 20 milhões de anos.

O isolamento geográfico de grupos de uma mesma espécie pode levar ao surgimento de espécies novas. É por esse motivo que Madagascar possui indivíduos tão distintos: das mais de 200.000 espécies na ilha, 70% são endêmicas, nome dado àquelas que não existem em nenhum outro lugar no mundo.

O nanocamaleão, menor réptil do mundo, é uma espécie endêmica do Madagascar (Imagem: Reprodução/Frank Glaw et al.)
O nanocamaleão, menor réptil do mundo, é uma espécie endêmica do Madagascar (Imagem: Reprodução/Frank Glaw et al.)

Caso não houvesse mais nenhuma extinção, a ilha levaria 3 milhões de anos para recuperar as perdas até o momento. Porém, há mais 128 espécies de mamíferos correndo o risco de desaparecer nos próximos anos, o que aumentaria a recuperação para 23 milhões de anos.

Luis Lima Valente, pesquisador co-autor do estudo que fez as estimativas, diz que “caso a fauna e flora endêmicas de Madagascar entre em extinção, haverá um colapso nos ecossistemas da ilha.”

De acordo com os cientistas, as principais ameaças à biodiversidade na ilha são a expansão agrícola sobre os habitats naturais, as mudanças climáticas, caça e a introdução de espécies invasoras. 40% da cobertura florestal original foi perdida em apenas 50 anos.

128 mamíferos, incluindo diversas espécies de lêmures, estão ameaçados de extinção na ilha. Cientistas estimam que Madagascar vai levar 23 milhões de anos para recuperar essa biodiversidade (Imagem: lightpoet/envato)
128 mamíferos, incluindo diversas espécies de lêmures, estão ameaçados de extinção na ilha. Cientistas estimam que Madagascar vai levar 23 milhões de anos para recuperar essa biodiversidade (Imagem: lightpoet/envato)

Valente diz que o objetivo do estudo é dar uma perspectiva do quanto os impactos causados por nós podem durar. “Isso mostra que nossas ações têm implicações em escalas de tempo que mal conseguimos imaginar,” afirma.

Fonte: Canaltech

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