Recuperação da Bovespa ganha força com dados da China

Depois de interromper na quarta-feira uma sequência de três pregões de queda, a Bovespa abre a sessão desta quinta-feira disposta a estender essa recuperação e podendo retornar para patamares da semana passada, já acima dos 62 mil pontos. Esse impulso vem novamente do exterior, com os investidores animados com números da balança comercial da China em dezembro. As ações ligadas às commodities devem reagir em alta, mas as atenções também se voltam para os setores financeiro e elétrico no Brasil. Às 10h05, o Ibovespa subia 0,38%, aos 61.810,63 pontos.

Durante as negociações no after market, os papéis do Santander chegaram a atingir o limite de alta, de 2%, movimentando o maior volume financeiro, diante da volta dos rumores de que a instituição de origem espanhola teria sido vendida ao Bradesco. Ambos os bancos desmentiram categoricamente a informação, mas o assunto deve continuar no radar. Também é foco de atenção a questão do abastecimento de energia no Brasil, apesar de o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantir na quarta-feira que o risco de apagão está afastado.

Já as ações ligadas às commodities, principalmente a Vale, tendem a reagir aos números da balança comercial chinesa. O país registrou superávit de US$ 31,6 bilhões em dezembro, fruto de crescimentos maiores que o esperado nas exportações (+14,1%) e nas importações (+6,0%), em base anual. As previsões eram de +4,6% e +3,3%, respectivamente.

Os números embalam os negócios nos mercados internacionais e dão suporte aos argumentos de que a segunda maior economia do mundo pode evitar uma forte desaceleração de seu crescimento econômico, contribuindo para o ritmo da economia global. Somada à China, os leilões bem-sucedidos de bônus da Espanha e da Itália sustentam um maior apetite ao risco no exterior. Ainda assim, os investidores estão cautelosos antes da decisão de juros na zona do euro, logo mais.

No Brasil, o IBGE informou que a inflação oficial do País encerrou o ano passado com alta de 5,84%, ficando no teto do intervalo das previsões dos analistas ouvidos pelo AE Projeções e situando-se acima do centro da meta, de 4,50%. Em nota, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ressaltou que a meta de inflação - que considera uma banda de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo - foi cumprida pelo nono ano seguido em 2012.

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