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Recortar e colar: uma terapia que virou arte e trabalho para moradora de Niterói

·1 minuto de leitura

RIO — Antes de se lançar de uma maneira mais profissional no universo das colagens, a produtora cultural e audiovisual Joana Martins encarava quase como uma terapia o ato de recortar figuras, colar e criar novas imagens.

—Achava que não tinha nenhuma habilidade artística, apesar de ter uma irmã ourives e um irmão baterista, além de um avô paterno que fazia tapeçarias incríveis. Quando veio a pandemia, fiquei sem emprego e pensei comigo mesma: “Não tenho trabalho e nem perspectiva neste momento. O que vou fazer?”. Comecei a fazer ioga pela internet, exercícios de respiração. Acho que esse movimento interno me despertou.

Com cola, tesoura, revistas e papel, Joana cria, a partir dos recortes, imagens surreais que remetem a mistérios, delicadeza, força e sentimentos. As primeiras revistas foram dadas por sua mãe, que faleceu de Covid-19 em janeiro deste ano. Depois, vieram as colagens digitais também.

As encomendas começaram a surgir a partir do momento em que Joana, que começou recentemente a estudar Design de Interiores, passou a a postar seus trabalhos no perfil @joanalogicascolagens no Instagram.

— Hoje em dia, posso dizer que esse é o meu trabalho e minha única fonte de renda —diz Joana, que mora com o marido e a filha, Elis, de 2 anos, no bairro São Lourenço.

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