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Recordista de público do Imperator, Márcio Gomes retoma agenda de shows e reencontra fãs

·4 min de leitura

RIO — "Eu voltei, aqui é meu lugar, minha emoção é grande, a saudade era maior, eu voltei para ficar”. “Voltei”, gravada originalmente por Osvaldo Nunes em 1968, foi a música escolhida por Márcio Gomes para abrir o show que marcou o seu reencontro com o Imperator, no Méier, em 29 de setembro, após uma separação de mais de um ano e meio, não desejada, abrupta, e que causou uma dor profunda em todos os envolvidos. A canção, que embargou a voz do cantor e arrancou lágrimas de suas fãs, não poderia ser mais apropriada para a retomada de uma história de amor iniciada em 2014. O artista é o recordista de público do espaço, também batizado de Centro Cultural João Nogueira, tendo sido aplaudido por mais de 50 mil pessoas durante os seis anos em que se apresentou mensalmente, sem interrupção, na Rua Dias da Cruz 170, até que a pandemia de Covid-19 o impedisse de subir ao palco, que, sim, é a sua casa. A apresentação, com ingressos esgotados, foi apenas a primeira de uma nova temporada de encontros calorosos, embalados por sucessos das décadas de 1950, 1960 e 1970. Nos dias 3 e 17 de novembro, às 16h, com entrada a R$ 60 (inteira), haverá mais edições de “Eternas canções”, show com a assinatura deste carioca de 47 anos que, parafraseando Cauby Peixoto (1931-2016), afirma: “Nasci para cantar”.

Questionado sobre o que significou voltar a ficar frente a frente com o seu público do Imperator, majoritariamente feminino e no auge da maturidade, Gomes teve uma certa dificuldade em definir o que sentiu. Talvez bastasse recorrer ao Rei Roberto Carlos e cantar o famoso trecho de “Emoções”: “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi...”. Foi desse jeito, um misto de risos e lágrimas:

— O meu último show no Imperator havia sido em 4 de março de 2020. Foi lindo estar com elas novamente. Falo elas porque o meu público é formado por 80% de mulheres. Neste retorno, eu senti falta de abraçá-las e beijá-las após o show, mas dei “soquinhos” com as mãos para cumprimentá-las de uma forma segura. Apesar da necessidade de manter um certo distanciamento, já estou feliz em poder voltar aos palcos. Sem o público a minha vida não faz o menor sentido — diz o cantor, que, em seus shows, interpreta clássicos eternizados por Dalva de Oliveira (1917-1972), Agnaldo Timóteo (1936-2021) e Nelson Gonçalves (1919-1998), entre outros.

A existência das fãs de Márcio Gomes longe dele também fica meio que sem por quê. Que o diga a professora Wilma Fraga, moradora do Méier, de 80 anos.

— Desde 16 de abril de 2014, eu assisto mensalmente aos shows do Márcio Gomes no Imperator. Ao todo, fui a 113 apresentações dessa voz maravilhosa que encanta e aquece os corações com suas “Eternas canções”. O repertório dele é magnífico, assim como a sua pessoa — diz a fã, que é mãe da atriz Denise Fraga.

Outra moradora do Méier e admiradora declarada do artista é Maria da Conceição do Nascimento, de 79 anos.

— Conheci o Márcio há sete anos e foi amor à primeira nota musical. Antes da pandemia, vivia nos seus shows. Sonho que ele cante no meu aniversário de 80 anos (a ser comemorado em 30 de agosto de 2022) — torce.

Moradora de Vila Isabel, Marília Barbosa, de 81 anos, também se derrete pelo artista.

— Sou fã ardorosa do querido Márcio Gomes e assisti, desde 2016, a quase todas as suas apresentações no Imperator. Ele é o Rei da Voz! Todos os momentos do show são emocionantes. Basta o Márcio entrar no palco para o meu coração bater mais forte. Não estou falando só de mim, sei que o meu sentimento reflete o sentimento de todos que o acompanham. Irei a todos os seus shows enquanto viver, se Deus assim permitir — ressalta.

Nesta relação, a reciprocidade é um fato.

— Amo as minhas fãs! Quando comecei a cantar no Imperator, senti um certo receio porque ainda não tinha um público formado na Zona Norte. Até então, na região, só havia feito shows no Tijuca Tênis Clube e no Municipal, na Tijuca, mas sendo contratado pelos clubes, com cachê fechado. Eu tive medo que não conseguisse vender os ingressos. Felizmente, estava enganado. Por não ser da grande mídia, não tinha noção que tantas pessoas já conheciam o meu trabalho Só fui saber disso no Imperator. Eu deveria ter nascido na época da Rádio Nacional porque adoro uma gritaria. A minha sorte é que as minhas fãs da Zona Norte não podem me ver que começam a gritar — diverte-se.

Ser o queridinho de um público mais experiente é motivo de orgulho para Gomes:

— A terceira idade é um marco na minha vida e foi uma coisa absolutamente natural. O meu show no Imperator é como se fosse um programa de TV. Eu converso com o público como se estivesse na minha casa, e elas adoram essa troca. Descobri essa fórmula sem querer. Não fico no lugar do artista, humanizei esse lado, apesar de eu ser à moda antiga. Faço questão de me arrumar bem, não repito terno... Detalhe que elas reparam em tudo, na gravata, no sapato... Adoro me arrumar para elas.

E elas amam!

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