Mercado fechado
  • BOVESPA

    129.441,03
    -634,97 (-0,49%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.286,46
    +400,16 (+0,79%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,27
    +0,36 (+0,51%)
     
  • OURO

    1.867,60
    -12,00 (-0,64%)
     
  • BTC-USD

    38.950,88
    +3.432,16 (+9,66%)
     
  • CMC Crypto 200

    975,40
    +33,59 (+3,57%)
     
  • S&P500

    4.247,44
    +8,26 (+0,19%)
     
  • DOW JONES

    34.479,60
    +13,40 (+0,04%)
     
  • FTSE

    7.134,06
    +45,88 (+0,65%)
     
  • HANG SENG

    28.842,13
    +103,23 (+0,36%)
     
  • NIKKEI

    29.109,52
    +160,79 (+0,56%)
     
  • NASDAQ

    14.024,00
    +29,75 (+0,21%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1883
    -0,0043 (-0,07%)
     

Recorde de mortes relacionadas ao álcool na Inglaterra durante confinamentos

·2 minuto de leitura
Os números mostram 7.423 mortes na Inglaterra e em Walers causadas diretamente pelo consumo abusivo de álcool - um aumento de 20 por cento em relação a 2019

O número anual de mortes relacionadas ao consumo de álcool na Inglaterra e no País de Gales atingiu um recorde em 2020, informou nesta quinta-feira (6) o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS), que observou um aumento muito acentuado desde o primeiro confinamento imposto em março do ano passado em razão da covid-19.

Em 2020, 7.423 pessoas morreram como resultado do consumo excessivo de álcool, o que representa um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior, disse o ONS.

Trata-se do maior número anual de mortes associadas ao álcool desde que este órgão iniciou os registros, em 2001.

A taxa de óbitos relacionados ao álcool no primeiro trimestre de 2020 (de janeiro a março) foi "estatisticamente semelhante a de anos anteriores", observou o ONS, "mas as taxas no segundo, terceiro e quarto trimestres de 2020 foram significativamente maiores do que em qualquer outro ano".

"O ONS indica que esse aumento coincide com o início da pandemia" do novo coronavírus, analisou Sadie Boniface, diretora de pesquisas do Instituto de Estudos sobre o Álcool, e de uma série de três confinamentos, o primeiro dos quais anunciado pelo governo britânico em 23 de março de 2020.

As mortes contabilizadas pelo ONS estão principalmente relacionadas a problemas de dependência de longa duração: 80% foram devido a doenças hepáticas causadas pelo álcool e apenas 10% foram causadas por comportamentos perigosos ou estados mentais relacionados ao álcool. E 6% se deveram a intoxicações etílicas.

"Isso significa que o aumento não se explica pelo fato de que as pessoas que antes bebiam em níveis de risco mais baixos aumentaram seu consumo durante a pandemia", analisou Boniface.

Segundo ela, as causas desta constatação "alarmante estão mais ligadas ao aumento do consumo entre as pessoas que já bebiam em excesso, mas também à falta de "acesso a cuidados médicos".

"Por exemplo, as doenças hepáticas costumam ser uma emergência, mas as pessoas podem ter medo de ir ao pronto-socorro por causa do coronavírus", explicou.

A pesquisadora pediu, porém, um monitoramento próximo das pessoas que começaram a beber durante a pandemia, argumentando que "as consequências para a saúde das grandes mudanças nos hábitos de beber permanecem em grande parte indeterminadas".

cdu-acc/jz/mr