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Recorde de astronauta na ISS ajuda NASA a planejar viagens à Lua e a Marte

Patrícia Gnipper

Quando retornar à Terra na quinta-feira (6), a astronauta da NASA, Christina Koch, será a detentora do recorde com o voo espacial mais longo já feito por uma mulher, com um total de 328 dias no espaço nesta última missão. E essa experiência ajuda a NASA a coletar dados preciosos em seu planejamento das futuras missões tripuladas à Lua e a Marte.

Além de ser a mulher que viveu mais tempo no espaço, Koch fica, agora, no segundo lugar na lista de astronautas da NASA (independente do gênero) que passaram mais tempo fora da Terra, logo atrás de Scott Kelly, que viveu na Estação Espacial Internacional (ISS) por 340 dias entre os anos de 2015 e 2016.

No laboratório orbital, Koch participou de mais de 210 investigações, incluindo pesquisas sobre como o corpo humano se ajusta à microgravidade, além de estudos sobre questões envolvendo isolamento, radiação e estresse enfrentados em voos espaciais de longa duração.

A astronauta Christina Koch conduzindo experimento científico na ISS (Foto: NASA)

Mas uma pesquisa que se destaca, em meio às demais realizadas pela astronauta, foi o estudo da força vertebral, a fim de entender melhor a extensão da degradação óssea e muscular induzida por voos espaciais, além do risco associado de haver vértebras quebradas. Esse tipo de estudo tem como principal objetivo permitir o desenvolvimento de contramedidas futuras, incluindo medicina preventiva e prática de exercícios físicos específicos, tudo para evitar que futuros astronautas passem por esses problemas depois de muitos dias no espaço.

Nos últimos 60 anos, a NASA já reuniu grandes quantidades de dados sobre a saúde de viajantes espaciais, e recentemente vem dando atenção especial a efeitos causados no organismo humano em voos de longa duração — e por isso recordes como este de Koch são importantes. "Essas oportunidades também demonstraram que existe um grau significativo de variabilidade na resposta humana aos voos espaciais, bem como a importância de determinar o grau aceitável de mudança para homens e mulheres", diz a agência espacial. Vale ressaltar que, mesmo depois de um astronauta passar quase um ano no espaço, seu organismo permanece saudável e resistente, pois a NASA oferece um programa de reabilitação e recondicionamento quando eles voltam à Terra.

Durante sua última missão na ISS, Koch completou 5.248 órbitas ao redor da Terra em uma jornada de mais ou menos 223 milhões de quilômetros — o equivalente aproximado a 290 viagens de ida e volta à Lua. Ainda, a astronauta realizou seis caminhadas espaciais, passando, no total, 42 horas e 15 minutos no lado de fora da estação. Uma dessas caminhadas foi o histórico primeiro spacewalk 100% feminino, que Koch conduziu ao lado de Jessica Meir, também astronauta da NASA.

Koch e Meir durante a primeira caminhada espacial feita apenas por mulheres (Foto: NASA)

Fonte: Canaltech

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