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Record é proibida de divulgar WhatsApp que termina com número de Crivella

Ana Paula Ramos
·2 minutos de leitura
Apresentadores faziam campanha subliminar para o prefeito do Rio, diz Justiça eleitoral (Foto: Reprodução)
Apresentadores da Record faziam propaganda subliminar para o prefeito do Rio, Marcello Crivella, diz Justiça eleitoral (Foto: Reprodução)

A Record deve parar de divulgar WhatsApp que termina com o número de Marcelo Crivella, candidato à reeleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro.

A juíza eleitoral Luciana Mocco Moreira Lima acatou pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), que entendeu que a campanha publicitária da emissora se tratava de uma propaganda subliminar para o candidato.

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A Record pertence ao bispo da Igreja Universal Edir Macedo, tio de Crivella.

Pela decisão, a emissora está proibida de divulgar o número (21) 96500-1010, ou qualquer outro com o mesmo final, já que 10 é o número utilizado nas urnas pelo atual prefeito do Rio. Além disso, os apresentadores não podem fazer o número 10 com as mãos em seus programas.

Entre as provas apresentadas pelo MPE, aparece o fato de que os apresentadores faziam referência ao número 10 diversas vezes durante a programação. Em uma das falas, por exemplo, destacavam: “Dez, dez! Não esqueçam: Dez, dez!

Segundo o Ministério Público, o número de contato da emissora, citado na propaganda, foi alterado após o registro da candidatura de Crivella, passando a ter o final 1010. Para a juíza eleitoral, a atitude “comprova fato grave que merece reprimenda estatal”.

“Não restam dúvidas que a documentação acostada pelo Ministério Público comprova fato grave que merece imediata reprimenda estatal. A atitude da emissora Record e de seus funcionários com mensagens de exposição do número de campanha já utilizado pelo prefeito Marcelo Crivella, pessoa conhecida e candidato à reeleição, com a finalidade de firmá-los no inconsciente do eleitor”, destacou a juíza.

A magistrada considerou também que a conduta caracteriza “uso indevido dos meios de comunicação” e determinou que a emissora deixe de veicular a propaganda em sua programação até o fim das eleições municipais, sob pena de crime de desobediência.