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Reconhecimento X detecção facial em tempos de pandemia: entenda a diferença

Natalie Rosa
·2 minutos de leitura

A chegada da COVID-19 trouxe mais uma dúvida para a população, mas não relacionada à doença em si, mas sim com algo que começou a fazer parte desta nova rotina: o que é a detecção facial? Facilmente confundida com o reconhecimento facial, a tecnologia está presente em supermercados, shoppings, entre outros estabelecimentos, em forma de câmeras inteligentes.

A detecção facial, assim como o reconhecimento facial, está relacionada à inteligência artificial, mas ambas têm finalidades diferentes, como explica Ricardo Anselmo Andriani, diretor de inovação da empresa Pumatronix, que desenvolve a tecnologia. "Com o avanço das redes sociais e a capacidade de desenvolvimento de algoritmos que treinam e ensinam redes de inteligência artificial, tais tecnologias se fazem imprescindíveis e são consumidas quase que diariamente em diferentes situações", diz.

<em>Imagem: Reprodução/Pixabay</em>
Imagem: Reprodução/Pixabay

Reconhecimento x detecção facial

Andriani diz que a detecção é a tecnologia que precede o reconhecimento facial, sendo capaz de revelar se um rosto, de fato, pertence a um ser humano e se ele está usando máscara. "Já o reconhecimento é capaz de trazer os dados detalhados, como o nome do indivíduo – isso desde que conste essa informação no banco de consulta", complementa.

Neste cenário de pandemia, não é difícil ver câmeras térmicas com inteligência artificial em locais públicos, sendo elas capazes de detectar, sem a ajuda humana, se uma pessoa está usando a máscara ou ainda medir a temperatura corporal. A tecnologia pode ser encontrada não só em supermercados e lojas de shopping, como também em escolas, hospitais, demais empresas e ambientes.

O executivo explica ainda que as câmeras conseguem também fazer a leitura corporal por meio de sensores, fazendo o controle de pessoas que possam estar com febre e, consequentemente, com COVID-19. Os sensores possuem faixas de medição que variam entre 30°C a 45°C, com precisão de 0,1°C em média.

<em>Imagem: Reprodução/Photo Mix/Pixabay</em>
Imagem: Reprodução/Photo Mix/Pixabay

A detecção facial funciona com algoritmos que começam procurando por olhos humanos, uma região que conta com as características mais fáceis de detecção. Então, eles passam para a busca por sobrancelhas, bocas, narinas e o nariz. Com todos esses elementos sendo detectados, a tecnologia pode conduzir mais alguns testes para confirmar se realmente encontrou um rosto.

Já o reconhecimento facial vai muito mais além. Ele consiste em uma tecnologia biométrica que não só reconhece um rosto, mas de quem é esse rosto, fazendo a comparação em um banco de dados. Essa tecnologia já é usada em bancos, lojas, estádios de esportes, entre outros locais, para proteger os clientes e visitantes de possíveis pessoas que possam estar registradas como perigosas, e também vem trazendo com ela preocupações com a privacidade. Isso, no entanto, não está encaixado nas medidas de prevenção da COVID-19.

Fonte: Canaltech

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